Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os dois ativistas foram extraditados após as investigações serem concluídas. A chancelaria israelense classificou o brasileiro e o espanhol como "provocadores profissionais".
"Após a conclusão da investigação, os dois provocadores profissionais, Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação, foram deportados hoje de Israel. Israel não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal a Gaza."
Os dois ativistas foram capturados por Israel em águas internacionais enquanto se dirigiam à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
Na última quarta-feira (6), uma comitiva composta pelas deputadas Sâmia Bonfim (PSOL-SP), Luizianne Lins (REDE-CE), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Erika Kokay (PT-DF) estive no Itamaraty para cobrar respostas do governo brasileiro pela prisão de Thiago Ávila.
No dia anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais e publicou um texto afirmando que a manutenção da prisão de Ávila pelo governo de Israel é uma ação "injustificável" e pediu a imediata libertação dele.
"É uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos."