Vale lembrar que ontem (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país vai "cuidar" de Cuba, sem especificar os detalhes de seus planos.
Ao mesmo tempo, um veículo de imprensa norte-americano informou mais tarde que os militares dos EUA aumentaram significativamente o número de voos de reconhecimento na costa da ilha desde fevereiro.
"Acreditamos que não há solução militar para a situação em torno de Cuba", disse Guterres a jornalistas, comentando o caso.
Falando perante jornalistas, Guterres também defendeu a necessidade de incluir os países africanos entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, bem como de lhes proporcionar um lugar permanente na gestão das instituições financeiras internacionais, uma vez que essa injustiça histórica persiste há muito tempo e a África não tem voz suficiente na maioria dessas organizações.
Secretário-geral pede retomada da navegação no estreito de Ormuz
António Guterres afirmou que apenas a reabertura do estreito de Ormuz e a retomada da navegação podem ajudar a baixar os preços de fertilizantes, petróleo e gás.
"Os direitos e liberdades de navegação devem ser restaurados. O estreito de Ormuz deve ser totalmente reaberto para a navegação segura", disse Guterres.
O secretário-geral também classificou como "sem sentido" o fato de o conflito entre alguns estados prejudicar toda a economia internacional e defendeu que Estados Unidos e Irã devem se abster de escalar a crise e "dar uma chance à diplomacia", resolvendo a questão por meio de negociações.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, e mais de 3 mil pessoas foram vítimas da agressão. Em 8 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo. No entanto, violações da trégua continuam sendo registradas.
As negociações ocorridas em Islamabad depois disso terminaram em vão, enquanto a retomada das hostilidades não foi relatada, mas os Estados Unidos iniciaram um bloqueio aos portos iranianos.