Comentando a presença militar norte-americana no golfo Pérsico, Baghaei sublinhou que a segurança regional baseada na presença de forças estrangeiras na região só aumenta a instabilidade e de forma alguma traz estabilidade ao Oriente Médio.
"O Irã não é um bandido, mas é um lutador contra bandidos. Essas palavras não mudam realmente o fato de que os Estados Unidos se colocaram na posição de maior ameaça à paz e à segurança internacionais", afirmou Baghaei.
O diplomata iraniano afirmou que o problema relacionado à navegação no estreito de Ormuz resulta das ações agressivas dos Estados Unidos e de Israel, ressaltando que o Irã "lutará quando necessário, e quando achar conveniente" vai usar meios diplomáticos para proteger os direitos do povo iraniano.
Além disso, o representante oficial da chancelaria iraniana destacou que a segurança e a estabilidade na região da Ásia Ocidental são de importância especial tanto para o Irã quanto para a China, que, sendo um país influente no Conselho de Segurança da ONU, permanece um dos parceiros estratégicos da República Islâmica.
"Os chineses estão bem cientes de nossas posições e sabem que a guerra imposta contra a República Islâmica do Irã não é apenas uma questão temporária, mas parte de um processo global que visa aumentar a pressão unilateral dos Estados Unidos, o que é prejudicial às normas internacionais", afirmou Baghaei.
Ele também ressaltou que muitos países estão em contato com Teerã por causa da sua preocupação com o aprofundamento das tensões na região, sublinhando que o mediador oficial nos esforços da resolução do conflito continua sendo o Paquistão.