Os Estados Unidos o receberão da mesma maneira que a Itália o recebeu, afirmou o presidente iraniano.
Porém, é Washington, e não Teerã, quem guarda "as chaves das relações sem tensão" entre os EUA e o Irã. Por sua parte, Teerã aceitará parcerias e projetos conjuntos com empresas norte-americanas, comentou Rohani.
"Alguns setores americanos devem compreender que a época das sanções está terminada. Os Estados Unidos devem olhar para o futuro, e não para o passado", disse o presidente iraniano durante uma entrevista coletiva em Roma no último dia da sua visita oficial.

Mais cedo, os EUA libertaram a importação de tapetes, pistáchios e outros produtos tradicionais iranianos. A parte iraniana obteve a permissão para comprar aviões construídos nos EUA.
Brasil e Rússia
Mas o acordo não significava o levantamento das sanções. Teerã estava se preparando. Já em 2016, depois do levantamento, foi anunciado que o Irã vai fornecer produtos lácteos à Rússia; já a Rússia fornecerá carne halal ao Irã.
A petrolífera russa Lukoil, por sua parte, anunciou que irá retomar prospecção no país.
O comércio e as relações bilaterais iraniano-brasileiras também têm umas perspectivas prometedoras.
Em 16 de janeiro, os EUA e a União Europeia anunciaram o fim formal das sanções, impostas à República Islâmica do Irã em 2003 por causa do programa nuclear iraniano, cujo objetivo, na visão de vários representantes da comunidade internacional, era a criação de uma bomba nuclear.
…estão de volta
Porém, no dia seguinte, Washington voltou a impor novas sanções, desta vez, ligadas ao programa de mísseis balísticos.