A diplomata fez a respectiva declaração em um programa da rádio France Inter, dizendo:
"A admissão do papel do ditador que conduz uma guerra civil contra o seu próprio povo não está em questão."
Ao mesmo tempo ela notou que "o problema não está só no destino de uma única pessoa, do ditador".
"A questão é, em princípio, a chegada ao poder, como tentar mudar a administração do país, a constituição, o sistema do poder, mantendo a estrutura do Estado, porque há receios de destruição do Estado" disse.
Mogherini sublinhou que as dificuldades nas negociações não significam o fracasso, dando como exemplo as negociações sobre o Irã.
A ONU insistiu em continuar as negociações entre as várias forças sírias, apesar da decisão do Alto Comitê de Negociações – o grupo de oposição que em muitos países ocidentais e no Oriente Médio é considerado como a força principal de oposição síria – de suspender a sua participação.
O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou a continuação das consultas sobre a resolução da crise síria em Genebra até 27 de abril, avaliando as ações do Alto Comitê como uma tentativa de fazer pressão.