No total os EUA têm dez porta-aviões disponíveis.
Why US Simultaneously Deploys Six Aircraft Carrier Groups https://t.co/Zsi74wgHIL https://t.co/xSYzPSlY8p
— pete john (@petejohn10) 8 июня 2016 г.
O especialista em assuntos internacionais e professor adjunto da Escola Superior da Economia da Rússia Dmitry Ofitserov-Belsky, durante uma entrevista à Radio Sputnik, expressou sua opinião que através destas ações os EUA demonstram seu poder, mas não somente aos adversários.
Segundo ele, o porta-aviões é uma arma importante, mas apenas no contexto da política americana.
"No contexto da política americana são armas muito importantes. Mas devemos entender que os porta-aviões na guerra global são somente uma arma auxiliar, porque os bombardeiros estratégicos não decolam a partir dos porta-aviões", disse o especialista.
"Assim, existem muitos especialistas que suspeitam que os americanos neste momento não tenham uma estratégia clara. Eu também pertenço a essa categoria. Eu acredito que na última década se tornou óbvio que os americanos não lideram mais na hegemonia global", concluiu ele.
Segundo o diretor do Centro da conjuntura estratégica Ivan Konovalov, especialista militar e cientista em matérias políticas, a mobilização dos porta-aviões é uma demonstração de poder e a mensagem se destina primeiramente ao eleitor americano.

Segundo ele, a mobilização dos porta-aviões estadunidenses não ameaça a segurança da Rússia.
"Se falarmos teoricamente sobre o uso de porta-aviões contra a Rússia, gostaria de perguntar: onde os EUA estão pensando em usá-los? No Báltico ou no Mar Negro um porta-aviões não será capaz de entrar. No Mar do Norte fica a nossa frota mais poderosa. No Oceano Pacífico? Mas neste caso seria necessário passar pela cadeia das ilhas Curilas para entrar no mar de Okhotsk, porque o porta-aviões deve se aproximar à distância de alcance do alvo pelas aeronaves que transporta. Por isso, aqui também não tem nenhum perigo. Estes porta-aviões americanos são somete uma demonstração da força para os eleitores norte-americanos e um pretexto para que a mídia dos EUA possa especular que os Estados Unidos ainda estão liderando no mundo, o que na verdade não é assim", concluiu o especialista.