A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) recebeu recentemente uma oferta das autoridades russas de fornecer algumas amostras e outros materiais relacionados com um incidente de suposto uso de produtos químicos como armas em Aleppo. Essas amostras e outros materiais podem ser úteis para o trabalho em curso da Missão de Inquérito da OPAQ" diz um comunicado emitido pela organização.
Hoje (22), mais cedo, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que Moscou está considerando a possibilidade de entregar substâncias tóxicas usadas por rebeldes na cidade síria de Aleppo e coletadas de forma independente para análise internacional. Ele observou que as amostras "não deixam dúvidas" de que jihadistas fizeram uso de armas químicas no leste de Aleppo.
Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia declarou que análises prévias encontraram traços de cloro venenoso e fósforo branco em nove amostras coletadas na região sudeste de Aleppo.
No mesmo dia, pelo menos 30 militares sírios foram vítimas de um ataque químico realizado por membros do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico – proibida na Rússia e diversos países) em Aleppo. Eles sofreram intoxicações de diversos graus. Além disso, o embaixador da Síria na Rússia, Riad Haddad, acusou a chamada 'oposição moderada' síria de fazer uso de armas químicas no país árabe.