Cristãos de Jerusalém acusam Israel de confiscar propriedade das igrejas

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Representantes das maiores confissões cristãs de Jerusalém acusaram Israel em um comunicado conjunto de querer confiscar propriedade das igrejas depois de a corte local se recusar a cancelar a transferência de grandes imóveis urbanos para aluguel a uma das organizações judaicas.

Treze sacerdotes advertiram contra a ameaça de minar o "status quo" e "enfraquecer a presença cristã" na Terra Santa e apelaram ao apoio de outros "líderes religiosos e crentes por todo o mundo, bem como dos chefes de governo e de todas as pessoas de boa vontade".

"Unimo-nos novamente para condenar os recentes novos atentados ao 'status quo'. Em questões semelhantes a esta, os líderes das igrejas estão decididos e solidários na rejeição de quaisquer ações, seja por parte das autoridades, seja por parte de grupos, que minam estas leis, acordos e códigos que por centenas de anos têm regulado a nossa vida", diz o comunicado divulgado pelo Patriarcado de Jerusalém da Igreja Ortodoxa Grega.

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O motivo do comunicado conjunto foi a recente decisão de uma corte israelita, que negou a apelação da igreja grega e manteve em vigor o contrato sobre a transferência de um de seus hotéis no centro histórico de Jerusalém para aluguel a longo prazo a uma das organizações judaicas de direita. O contrato foi assinado pelo ex-patriarca de Jerusalém, Irenaios, que por esta razão foi deposto ainda em 2005.

A preocupação dos sacerdotes está relacionada também com a ideia de 40 deputados israelitas, que constituem um terço do parlamento do país, de nacionalizar as parcelas em Jerusalém que em meados do século XX foram alugadas pelas igrejas e transferidas aos novos donos nas vésperas do término do prazo dos contratos.

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Os autores da iniciativa falam da necessidade de proteger os direitos dos habitantes das casas que lá foram construídas durante o prazo de aluguel por entidades semipúblicas como, por exemplo, o Fundo Nacional Judaico.

"A lei tem uma única finalidade que é proteger os moradores. Existe um grupo de empresários ricos que compraram as terras à igreja, e agora milhares de pessoas podem ficar desabrigadas, apesar do fato de terem comprado suas casas. A lei não viola o 'status quo' porque é aplicada a terras da igreja, mas apenas àquelas que foram adquiridas por corretores de imóveis", cita o jornal Jerusalem Post a reação da autora da iniciativa, a deputada Rachel Azaria.

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