Será que é um problema real ou uma "notícia falsa" usada pela Greenpeace com fins políticos? Três especialistas expressaram suas opiniões em entrevista com a Sputnik França.
Algumas pessoas podem beneficiar da evolução tecnológica para organizar ataques terroristas em instalações nucleares, indicou à Sputnik França Stéphane Lhomme, ativista que está contra o desenvolvimento nuclear, diretor e fundador da associação francesa Observatório do Nuclear.
"Os avanços tecnológicos, tais como os drones, podem permitir às pessoas com más intenções prepararem ataques terroristas: observar a central, filmá-la e recolher informações."
Segundo ele, há dois ou três anos em França houve uma "campanha" de sobrevoo de usinas nucleares. Toda a mídia falou disso com preocupação, o governo lançou uma investigação. Mas no final, "ninguém mais falou disso, nem se soube quem fez isso".
"Apesar de as catástrofes se repetirem nas usinas, nada foi feito para proteger suas piscinas", disse ele.
Olivier Appert, alto funcionário, presidente do Conselho Francês da Energia e do Comitê francês do Conselho Mundial da Energia, recusou comentar o relatório da Greenpeace, lamentando que a mídia generalista, "incompetente nesse tema, encontra interesse em publicar a informação, porque isso contribui para instalar o medo e favorece as vendas".
"Podemos garantir que todas as usinas nucleares belgas tomaram todas as medidas necessárias para se protegerem não só de ataques terroristas, mas também de acidentes aéreos, terremotos, inundações e incêndios."
Em 12 de outubro de 2017, um grupo de ativistas da Greenpeace penetrou no território da usina atômica de Cattenom, no nordeste da França, e lançou de lá um fogo de artifício. Parece que esta ação devia provar a declaração da Greenpeace que o sistema de segurança das usinas nucleares belgas e francesas é vulnerável.