O chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, comunicou que o financiamento do setor de segurança e defesa do país para 2019, segundo previsões do governo, será aproximadamente de 200 bilhões de grivnas (R$ 29 bilhões).
De acordo com o serviço da imprensa do Conselho, na segunda-feira (27), teve lugar a reunião, chefiada por Turchinov, sobre a formação do orçamento militar da Ucrânia para 2019.
"Segundo as previsões do governo ucraniano, o PIB de 2019 será de 3.946 bilhões de grivnas [R$ 576 bilhões], por isso o financiamento do setor da segurança e defesa da Ucrânia, que deve ser pelo menos 5 % do PIB, será cerca de 200 bilhões de grivnas [R$ 29 bilhões]", cita as palavras de Turchinov o site do Conselho.
"Uma das tarefas prioritárias do orçamento de defesa é a realização das garantias sociais dos militares, antes de mais, o aumento dos salários, o que é necessário para manter o núcleo profissional das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional da Ucrânia e outras estruturas de defesa e segurança", comunicou Turchinov.
O chefe do departamento acrescentou que, após a elaboração do orçamento, ele será aprovado na reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia e transmitido ao Conselho de Ministros.
O especialista em ciências políticas Oleg Onopko expressou ao serviço russo da Rádio Sputnik a sua opinião de que o dispêndio de mais de 7 bilhões de dólares com a defesa pode ter consequências significativas para a esfera social da Ucrânia.
"A disponibilização de tais meios financeiros para as necessidades da defesa e segurança causará danos significativos à economia da Ucrânia, em particular, à esfera social. Não obstante a Ucrânia já estar a abandonar gradualmente muitas obrigações sociais perante o povo, a adoção de tal decisão e tais gastos levarão ao aumento da tensão social e, antes de mais, atingirão as camadas menos protegidas da sociedade — os reformados, os estudantes, várias categorias de pessoas que sobrevivem por conta de subsídios e outra ajuda financeira do Estado. Não se pode também excluir que não se vá buscar dinheiro a tais esferas como a ciência e educação, indústria pesada, que continuam em estado crítico e privadas de investimentos sérios", disse Oleg Onopko.
"Infelizmente, a Ucrânia agora procura aumentar ao máximo a sua força militar, mas, no mesmo tempo, não dirige nenhuns meios financeiros para legitimar o regime político existente. De fato, tem lugar o armamento das várias estruturas de defesa e segurança, destinadas à suposta confrontação com a Rússia. Atualmente, o regime não se preocupa com a população, com os eleitores", concluiu o especialista.