O avião, que efetuava um voo de Jacarta à ilha de Sumatra, decolou do Aeroporto Internacional às 6h20 do horário local (20h20, horário de Brasília) e desapareceu dos radares às 6h33 (20h33, horário de Brasília).
"De acordo com os dados ADS-B [tecnologia de vigilância cooperativa para rastreamento de aviões e recebimento de informações aeronáuticas], a tripulação reportou uma 'velocidade de voo não confiável'. Realmente, segundo o sistema, durante cinco minutos e a uma altitude de 1,5 mil metros a velocidade da aeronave mudou continuamente na faixa entre 555 quilômetros por hora e 611 quilômetros por hora", disse Galenko.
Segundo o analista, o voo anterior da aeronave (JT043) demonstrou valores instáveis semelhantes em altitude e velocidade depois da decolagem.
"Conforme o diário técnico deste voo, publicado no site da Aviation Safety Network [registro de acidente e incidentes aéreos de aeronaves], os valores se estabilizaram oito minutos depois. Observa-se que a 'velocidade de voo não é confiável e não corresponde aos indicadores após a decolagem", acrescentou.
Na opinião dele, a versão sobre congelamento dos receptores de pressão atmosférica pode ser descartada, uma vez que a temperatura a essa altitude de voo era positiva.
"Resta a versão sobre um bloqueio mecânico dos tubos de Pitot [instrumento de medição de velocidade] como resultado da entrada de insetos ou animais pequenos durante o último período de estacionamento da aeronave", explicou o analista.
"Infelizmente, em condições de uma tripulação composta de dois membros, tais situações causam conflito entre o comandante e o copiloto quanto à adoção de uma única decisão correta e articulada. Provavelmente, essa foi a principal premissa para a catástrofe", acrescentou o analista, destacando que este acidente aéreo é o maior em número de vítimas desde 2015.