Xi fez seus comentários nesta sexta-feira durante uma viagem a Macau, cidade autônoma da China na costa sul.
"Devo enfatizar que, desde o retorno de Hong Kong e Macau à pátria, lidar com os assuntos dessas duas regiões administrativas especiais é inteiramente assuntos internos da China e não é da conta de forças estrangeiras", destacou.
"Não permitimos que forças externas interfiram", prosseguiu Xi, alertando que Pequim também não tolerará "apontamento de dedos" do exterior.
A China tem sido muito sincera sobre suas críticas ao apoio que os manifestantes em Hong Kong estão recebendo de alguns políticos americanos e europeus. Os comícios, que começaram em oposição ao projeto de extradição agora extinto, cresceram desde então em um movimento antigovernamental maior e entraram em espiral em tumultos em massa e em confrontos ferozes com a polícia.
No mês passado, os EUA adotaram uma lei que permite que sanções sejam impostas a autoridades de Hong Kong e da China continental por causa do tratamento dado aos manifestantes. Pequim o criticou como uma tentativa de se intrometer nos assuntos internos de Hong Kong.
Ex-colônia portuguesa, Macau retornou à China em 1999, dois anos depois que Hong Kong foi devolvida à China pelo Reino Unido. Como Hong Kong, Macau é regido pelo princípio "Um país, dois sistemas", em que regiões gozam de autonomia em assuntos econômicos e governamentais. A cidade vem se desenvolvendo como um centro de jogos de azar e por vezes é chamada de "Las Vegas asiática".