Em novembro, um espectrômetro de imagens de raios X (REXIS, na sigla em inglês), elaborado por estudantes e que foi colocado a bordo da nave espacial OSIRIS-REx da NASA, detectou um novo buraco negro na constelação Columba (Pomba), enquanto estavam fazendo observações do asteroide Bennu.
REXIS, que é um instrumento do tamanho de uma caixa de sapatos, foi criado para medir os raios X que Bennu emite em reposta à radiação solar. Os raios X são forma de radiação eletromagnética, como a luz visível, mas com muito mais energia. O referido instrumento colaborativo é operado por estudantes e pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade Harvard.
This image shows the X-ray outburst from the #blackhole MAXI J0637-043, detected by the REXIS instrument on NASA's @OSIRISREx spacecraft. The image was constructed using data collected by the X-ray spectrometer while REXIS was making observations of the space around...1/ pic.twitter.com/VG6sKaHf0F
— Ms. J. ⁂ (@Aero_Jenna) February 29, 2020
Esta imagem mostra uma explosão de raios X do buraco negro MAXI J0637-043, detectado pelo instrumento REXIS instalado na nave espacial OSIRIS-REx da NASA. A imagem foi elaborada usando dados coletados pelo espectrômetro de raios X enquanto REXIS estava realizando observações do espaço em torno do asteroide Bennu.
No dia 11 de novembro de 2019, enquanto o aparelho REXIS estava observando detalhes de Bennu, conseguiu capturar uma fonte de raios X irradiados de um ponto fora da borda do asteroide. "As nossas verificações iniciais não mostraram nenhum objeto anteriormente catalogado nesta posição no espaço", afirmou Branden Allen, pesquisador da Universidade Harvard e supervisor do estudante que descobriu a fonte nos dados do REXIS.
O objeto brilhante acabou sendo um novo buraco negro binário de raios X descoberto uma semana antes pelo telescópio japonês MAXI, ganhando nome MAXI J0637-430. Alguns dias depois, o telescópio NICER da NASA também identificou explosão de raios X.
Ambos os telescópios operam a bordo da Estação Espacial Internacional da NASA, detectando o evento de raios X a partir da órbita terrestre baixa. Por outro lado, REXIS detectou a mesma atividade a uma distância de milhões de quilômetros enquanto orbitava asteroide Bennu, primeiro corpo celeste do espaço interplanetário.