De acordo com o portal G1, em uma circular emitida ontem (21), o Chefe do Centro Especializado Prevfogo/Dipro, Ricardo Vianna Barreto, determina a interrupção dos trabalhos.
"Determino o recolhimento de todas as Brigadas de Incêndio Florestal do IBAMA para as suas respectivas Bases de origem, a partir das 00h00h do dia 22 de outubro de 2020, onde deverão permanecer aguardando ordens para atuação operacional em campo", diz o documento.
Desmonte? Ricardo Salles quer fusão entre Ibama e ICMBiohttps://t.co/3fAQSXmD8h
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) October 2, 2020
A decisão do órgão chega após os registros de queimadas baterem recordes neste ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o registro de focos de incêndio na Amazônia entre janeiro e setembro deste ano foi o maior desde 2010, enquanto no Pantanal, o órgão mostra que 14% do bioma foi arrasado pelas chamas apenas no mês de setembro e que as medições em 2020 já são muito superiores aos registros de 2005, que detinha o recorde anterior, com quase 33 mil km² de área atingida.
Além disso, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, titular da pasta à qual o IBAMA é subordinado, chegou a afirmar no fim de agosto que as operações na Amazônia e no Pantanal seriam suspensas devido ao "bloqueio financeiro efetivado pela Secretaria de Orçamento Federal", mas foi desautorizado pelo vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão, que assinalou que o ministro se precipitou e que os recursos não seriam bloqueados.