Nigéria detecta nova cepa mutante do SARS-CoV-2

© Foto / Sai Li / Universidade de TsinghuaRepresentação artística sobreposta sobre uma imagem de diversos vírus SARS-CoV-2
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Depois que novas cepas de SARS-CoV-2 foram detectadas no Reino Unido e na África do Sul, agora foi a vez da Nigéria encontrar uma nova variante, batizada de P681H, revelou hoje (24) o diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças.

Segundo John Nkengasong, diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), não se pode dizer com certeza se a mutação descoberta na Nigéria é mais infecciosa do que as cepas detectadas anteriormente. Além disso, o diretor disse que os estudos ainda estavam sendo realizados.

"Precisamos de mais tempo [...] Ainda é muito cedo", disse o dr. Nkengasong. 

Ainda não está claro se a nova cepa será suscetível às vacinas já existentes contra a COVID-19, mas, até o momento, não há nenhum indício de que não seja. A nova variante do coronavírus foi detectada em amostras previamente coletadas no país africano nos dias 3 de agosto e 9 de outubro.

O CDC africano deve realizar uma reunião de emergência esta semana para tratar da mutação descoberta na Nigéria.

Os especialistas também planejam considerar o que fazer com outra variante do coronavírus encontrada anteriormente na África do Sul. Acredita-se que ela seja responsável pelo aumento recente de casos de COVID-19 no país.

A notícia sobre a descoberta da nova cepa na África do Sul surgiu na semana passada. A variante, intitulada 501.V2, é considerada mais transmissível que a descoberta anteriormente no Reino Unido, segundo o secretário de Saúde britânico.

O ministro da Saúde da África do Sul, Zweli Mkhize, revelou que o coronavírus, impulsionado por uma nova cepa, agora está se espalhando "exponencialmente" no país. Ele observou que as restrições existentes devem ser revistas agora para conter "essa taxa alarmante de propagação".

​Reunimos este briefing público hoje [24] para anunciar que uma variante do vírus SARS-COV-2, atualmente denominada variante 501.V2, foi identificada por nossos cientistas genômicos aqui na África do Sul.

"Infelizmente, a COVID-19 é implacável e, portanto, não podemos nos dar ao luxo de sermos complacentes neste estágio", disse Mkhize, ao mencionar que existe uma chance de a nova cepa ser mais letal do que o vírus original.

Assim como a variante britânica, não se pode sugerir que as vacinas contra a COVID-19 seriam ineficazes quando se trata da mutação sul-africana.

Alemanha, Reino Unido, Suíça, Israel e outros países suspenderam todos os voos vindos da África do Sul após o anúncio da detecção do vírus. Medidas semelhantes haviam sido introduzidas anteriormente contra o Reino Unido, que anunciou na semana passada ter descoberto a cepa VUI-202012/01, a variante com uma taxa de transmissão potencialmente mais alta que o vírus original.

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