"Às 21h23 [17h23 em Brasília], prendemos dez pessoas por envolvimento em atos de violência e vandalismo esta noite em Barcelona", informou a Mossos d'Esquadra, a polícia regional da Catalunha, nas redes sociais.
A corporação acrescentou que os manifestantes foram detidos por atacarem agentes das forças de segurança e por desordem pública. Pelo menos uma das prisões está relacionada ao incêndio provocado que atingiu uma viatura da Guarda Urbana de Barcelona, conforme mostram alguns vídeos publicados nas redes sociais.
Esta noche en Barcelona...
— jusapol (@jusapol) February 27, 2021
Radicales queman una furgoneta de Guardia Urbana con 1 👮🏻♀️ dentro
Nuestro apoyo a los compañeros de Guardia Urbana
No se pueden permitir estos actos ni blanquear la violencia
O se está del lado de la democracia o se está fuera#EquiparacionYa pic.twitter.com/yKUax35tfP
Esta noite em Barcelona... Radicais queimam uma van da Guarda Urbana com uma policial dentro. Nosso apoio aos companheiros da Guarda Urbana. Não se pode permitir esses atos, nem minimizar a violência. Ou se está ao lado da democracia ou fora dela.
#Barcelona #Barcelone la manifestation a totalement dégénérer crédit image Vécu (moi même). #PabloHasel #LibertatPabloHasel #LibertadExpresion pic.twitter.com/t1D4Xf1U6A
— Jules Ravel (@JulesRavel1) February 27, 2021
Barcelona, a manifestação se degenerou completamente.
Segundo a Mossos d'Esquadra, os manifestantes montaram barricadas e atiraram sinalizadores, fogos de artifício e outros objetos contra os agentes das forças de segurança. A polícia catalã também informou que houve ataques e danos contra agências bancárias.
Os manifestantes protestavam contra a prisão do rapper catalão Pablo Hasél, que foi detido em fevereiro, acusado de ofender a família real da Espanha. Além disso, os presentes pediam reformas sociais no país, em especial as relacionadas com as políticas de trabalho e habitação.
Os protestos também se repetiram em outras cidades da Catalunha, como Lérida, a terra-natal de Hasél, Girona e Tarragona.
As manifestações contra a prisão de Hasél começaram logo depois que o rapper foi levado pelos policiais em meados de fevereiro. O artista foi condenado em 2018 à nove meses de prisão por glorificar o terrorismo e ofender a monarquia espanhola em uma série de tweets publicados entre 2014 e 2016, e também por uma de suas canções veiculadas no YouTube.
Hasél deveria ter se apresentado voluntariamente à polícia no início do mês, mas se recusou a fazê-lo e acabou sendo detido pelos agentes da Mossos d'Esquadra em 16 de fevereiro.