Milos Zeman, presidente tcheco, disse neste domingo (25) que as explosões ocorridas em 2014 contribuíram para a grave deterioração das relações entre Praga e Moscou, pelo que as causas de tal acontecimento devem ser devidamente apuradas.
Existem duas versões sobre o que poderia ter causado as explosões em causa: uma inclui a interferência de serviços secretos estrangeiros, neste caso da inteligência russa, enquanto a outra se baseia no possível manuseamento descuidado das munições.
Segundo informa a agência Reuters, o governo tcheco disse na semana passada que suspeita que dois espiões russos, alegadamente os mesmos que foram responsáveis pelo envenenamento do ex-agente Skripal no Reino Unido, em 2018, estivessem por trás do grave acontecimento de 2014, que resultou na morte de duas pessoas.
Caso a hipótese da participação da Rússia nas explosões seja refutada, "estamos falando de um jogo entre serviços secretos. Um jogo que pode ter consequências graves para nossa vida política interna", disse o presidente tcheco, citado pela CNN Prima News. Contudo, se ficar provado que agentes russos estão por trás das explosões, então a Federação da Rússia deverá pagar por isso.
No entanto, até agora, conforme informou o presidente Zeman, não existem menções de evidências do envolvimento de agentes russos no relatório do Serviço de Segurança e Informação tcheco.
Por sua vez, Moscou rechaçou as acusações vindas da República Tcheca sobre seu alegado envolvimento nas fatais explosões no depósito de munições, classificando-as como "inaceitáveis".
Esta troca de acusações ocorre em um momento em que as relações entre Moscou e Praga se encontram bastante tensas, após a expulsão de 18 diplomatas russos do país centro-europeu, tendo estes sido acusados de atuarem como agentes secretos, e a expulsão, em resposta, de 20 diplomatas tchecos da Rússia.