A Argentina ampliou a denúncia apresentada aos tribunais pelos quais o ex-presidente Mauricio Macri, no poder entre 2015 e 2019, é acusado de contrabando agravado, devido ao fornecimento de armas à Bolívia durante o golpe de 2019, disseram à Sputnik fontes do Ministério da Defesa do Governo de Alberto Fernández.
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O lote de cartuchos de bala de borracha encontrados na Bolívia foram produzidos na Argentina pela estatal Fabricaciones Militares e transferidos para a Gendarmaria em novembro de 2018.
"O Executivo deduz que essas munições chegaram à Bolívia" através do desvio de parte das 70 mil balas de borracha que a Gendarmaria retirou do país em 12 de novembro de 2019 com o argumento de defender a Embaixada da Argentina naquele país, segundo o Portfólio de segurança.
"Parte desse material foi encontrado em bolsas etiquetadas com 'luvas', mostrando o ato malicioso e malicioso de esconder seu verdadeiro conteúdo", acrescentaram.
Diante desses elementos, o Governo argentino descarta que os cartuchos se destinassem a proteger sua sede diplomática na Bolívia, ou que fossem utilizados em exercícios de treinamento, como alegou posteriormente a Gendarmaria.
Remessa de armas
Em 12 de novembro de 2019, dia em que a senadora Jeanine Áñez (2019-2020) assumiu como presidente interina na Bolívia, o chefe do grupo de elite Alacrán de la Gendarmaria, Fabián Manuel Salas, enviou uma nota formal à Força Aérea comunicando que o voo do Hercules C-130, que sairia do país naquele dia com destino à Bolívia, transportaria 70 mil cartuchos calibre 12/70 AT, gás lacrimogêneo e granadas de mão.
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"Esta nota mostra que o Ministro da Defesa [então Óscar Aguad] tinha plena consciência da transferência deste material adicional, que foi posteriormente desviado", afirmam do Ministério da Segurança.