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Encontrada ligação entre COVID-19 grave e autoanticorpos que atuam contra tecidos do próprio corpo
Encontrada ligação entre COVID-19 grave e autoanticorpos que atuam contra tecidos do próprio corpo
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Os resultados de um novo estudo mostram que os pacientes com COVID-19 que precisam ser internados têm um nível significativamente maior de autoanticorpos do... 14.09.2021, Sputnik Brasil
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Os autoanticorpos (anticorpos dirigidos para células e tecidos do próprio corpo) são produzidos por células imunes no sangue, ou seja, são os antígenos do corpo humano. Normalmente, os autoanticorpos se formam durante as doenças autoimunes, mas às vezes os médicos registram sua formação durante infecções graves como a COVID-19.Como controle foram usadas amostras de sangue de doadores obtidos antes da pandemia, segundo estudo publicado na revista Nature Communications.Os cientistas descobriram que mais de 60% dos pacientes internados com o coronavírus tinham autoanticorpos que atuam contra as citocinas. Em comparação, no grupo de controle apenas 15% tinham autoanticorpos.Os autoanticorpos reprimem a capacidade das citocinas de se ligarem com os receptores que bloqueiam a replicação do vírus, então a infecção pode se espalhar livremente."Em muitos casos, estes níveis de autoanticorpos foram iguais aos que observamos durante uma doença autoimune diagnosticada", adicionou.Os cientistas sugerem que tal processo pode ser resultado de sobrecarga do sistema imune, causada por uma infecção persistente ou uma resposta imune tardia para o vírus perdido na etapa precoce.Além disso, os autoanticorpos podem surgir devido às proteínas virais, que se parecem com as proteínas próprias do corpo e o sistema imune começa a confundi-las.
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mundo lidando com o coronavírus em meados de setembro, ciência e tecnologia, sociedade, notícias, covid-19, novo coronavírus, pandemia, sistema imunológico, corpo, cientistas, estudo
Encontrada ligação entre COVID-19 grave e autoanticorpos que atuam contra tecidos do próprio corpo
12:00 14.09.2021 (atualizado: 12:02 14.09.2021) Os resultados de um novo estudo mostram que os pacientes com COVID-19 que precisam ser internados têm um nível significativamente maior de autoanticorpos do que os que têm a doença leve.
Os autoanticorpos (anticorpos dirigidos para células e tecidos do próprio corpo) são produzidos por células imunes no sangue, ou seja, são os antígenos do corpo humano. Normalmente, os autoanticorpos se formam durante as doenças autoimunes, mas às vezes os médicos registram sua formação durante
infecções graves como a COVID-19.
Os cientistas de várias universidades e instituições médicas dos EUA e Alemanha analisaram o nível de autoanticorpos em amostras de sangue obtidas em março e abril de 2020 de 147 infetados com a COVID-19.
Como controle foram usadas amostras de sangue de doadores obtidos antes da pandemia,
segundo estudo publicado na revista Nature Communications.
Os cientistas descobriram que mais de 60% dos pacientes internados com o coronavírus tinham autoanticorpos que atuam contra as citocinas. Em comparação, no grupo de controle apenas 15% tinham autoanticorpos.
Os autoanticorpos reprimem a capacidade das citocinas de se ligarem com os receptores que bloqueiam a
replicação do vírus, então a infecção pode se espalhar livremente.
"Durante a semana após a internação, cerca de 20% dos pacientes produziram novos anticorpos contra seus próprios tecidos, os quais não tinham no dia de seu registro no hospital", disse o chefe do estudo, Paul Utz.
"Em muitos casos, estes níveis de autoanticorpos foram iguais aos que observamos durante uma doença autoimune diagnosticada", adicionou.
Os cientistas sugerem que tal processo pode ser resultado de sobrecarga do sistema imune, causada por uma infecção persistente ou uma resposta imune tardia para o vírus perdido na etapa precoce.
Além disso, os autoanticorpos podem surgir devido às proteínas virais, que se parecem com as
proteínas próprias do corpo e o sistema imune começa a confundi-las.