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Kremlin: alegações de que Rússia roubou fórmula da vacina AstraZeneca não têm nada de científico
Kremlin: alegações de que Rússia roubou fórmula da vacina AstraZeneca não têm nada de científico
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A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida conjuntamente pela Universidade de Oxford e a empresa sueco-britânica AstraZeneca utiliza um vetor viral para... 11.10.2021, Sputnik Brasil
2021-10-11T09:59-0300
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No entanto, o imunizante do Reino Unido usou um adenovírus modificado de chimpanzé como vetor, enquanto a vacina russa Sputnik V utiliza adenovírus humano.Um artigo recém-publicado no tabloide britânico The Sun alega que um espião russo roubou a fórmula que ajudou a desenvolver a vacina da Oxford/AstraZeneca, levando-a para Moscou. Esse artigo não tem nada de científico, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.O artigo foi publicado neste domingo (10 de outubro) e alega que os serviços de segurança do Reino Unido acreditam que um espião russo "copiou o fórmula" do imunizante da AstraZeneca contra a COVID-19.O jornal não revelou a fonte dessas alegações, nem esclareceu que provas teriam levado os serviços de segurança britânicos a suspeitar que a Rússia tinha roubado a fórmula.Os desenvolvedores da vacina russa Sputnik V comentaram também a publicação sobre o alegado "roubo da fórmula" da vacina, afirmando que "mentiras na mídia minam a parceria global no combate à COVID-19".Os tabloides do Reino Unido estão novamente espalhando velhas notícias falsas sobre tecnologia “roubada”. Sputnik V é baseado em plataforma adenoviral humana projetada há 7 anos, muito diferente da vacina AstraZeneca, baseada no adenovírus de chimpanzés. Mentiras na mídia minam a parceria global para combater COVID.Não precisamos segredos dos outrosO Centro Gamaleya tem mais de 60 anos de experiência no desenvolvimento de suas próprias vacinas, não precisamos de segredos dos outros, disse à Sputnik o senador e médico emérito da Rússia Vladimir Krugly, comentando a publicação do tabloide britânico.Ele observou que o instituto tem sua própria base bem estabelecida para o desenvolvimento de vacinas, "não faz sentido para eles roubarem segredos dos outros", concluiu.Vale ressaltar que os fármacos usam vírus diferentes como vetor – enquanto o imunizante da AstraZeneca usa um adenovírus modificado de chimpanzé, os fabricantes de Sputnik V optaram por um adenovírus humano mais estudado.Além disso, as duas vacinas têm demonstrado em ensaios clínicos níveis de eficácia diferentes: o imunizante russo apresentou uma eficácia em média de 91,6% de , enquanto o britânico mostrou 81,3 % de eficácia.
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Kremlin: alegações de que Rússia roubou fórmula da vacina AstraZeneca não têm nada de científico
09:59 11.10.2021 (atualizado: 10:24 14.02.2022) A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida conjuntamente pela Universidade de Oxford e a empresa sueco-britânica AstraZeneca utiliza um vetor viral para entregar informações de DNA, uma tecnologia que é conhecida há décadas.
No entanto, o imunizante do Reino Unido usou um adenovírus modificado de chimpanzé como vetor, enquanto a vacina russa Sputnik V utiliza adenovírus humano.
Um artigo recém-
publicado no tabloide britânico The Sun alega que um espião russo roubou a fórmula que ajudou a desenvolver a vacina da Oxford/AstraZeneca, levando-a para Moscou. Esse artigo não tem nada de científico, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
"O Sun é um jornal bem conhecido e profundamente não científico. Bem, eu suponho que é assim que tratamos essas publicações", disse o porta-voz.
O artigo foi publicado neste domingo (10 de outubro) e alega que os
serviços de segurança do Reino Unido acreditam que um espião russo "copiou o fórmula" do imunizante da AstraZeneca contra a COVID-19.
O jornal não revelou a fonte dessas alegações, nem esclareceu que provas teriam levado os serviços de segurança britânicos a suspeitar que a Rússia tinha roubado a fórmula.
Os desenvolvedores da vacina russa Sputnik V comentaram também a publicação sobre o alegado "roubo da fórmula" da vacina, afirmando que "mentiras na mídia minam a parceria global no combate à COVID-19".
Os tabloides do Reino Unido estão novamente espalhando velhas notícias falsas sobre tecnologia “roubada”. Sputnik V é baseado em plataforma adenoviral humana projetada há 7 anos, muito diferente da vacina AstraZeneca, baseada no adenovírus de chimpanzés. Mentiras na mídia minam a parceria global para combater COVID.
Não precisamos segredos dos outros
O Centro Gamaleya tem mais de 60 anos de experiência no desenvolvimento de suas próprias vacinas, não precisamos de segredos dos outros, disse à Sputnik o senador e médico emérito da Rússia Vladimir Krugly, comentando a publicação do tabloide britânico.
"Isso é completamente absurdo. O Instituto Gamaleya tem mais de 60 anos de experiência no desenvolvimento de vacinas baseadas em adenovírus. Ainda está por saber quem roubou a quem", afirmou senador.
Ele observou que o instituto tem sua própria base bem estabelecida para o desenvolvimento de vacinas, "não faz sentido para eles roubarem segredos dos outros", concluiu.
Vale ressaltar que os fármacos usam vírus diferentes como vetor – enquanto o
imunizante da AstraZeneca usa um adenovírus modificado de chimpanzé, os fabricantes de Sputnik V optaram por um adenovírus humano mais estudado.
Além disso, as duas vacinas têm demonstrado em ensaios clínicos níveis de eficácia diferentes: o imunizante russo apresentou uma eficácia em média de 91,6% de , enquanto o britânico mostrou 81,3 % de eficácia.