https://noticiabrasil.net.br/20220104/argentina-alberto-fernandez-investigacao-governo-macri-espionagem-ilegal-20911749.html
Fernández ordena investigação contra governo Macri por espionagem de sindicalistas e opositores
Fernández ordena investigação contra governo Macri por espionagem de sindicalistas e opositores
Sputnik Brasil
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, informou, nesta terça-feira (4), que ordenou uma investigação contra o governo anterior, de Mauricio Macri... 04.01.2022, Sputnik Brasil
2022-01-04T13:34-0300
2022-01-04T13:34-0300
2022-01-04T13:34-0300
panorama internacional
argentina
governo
américa do sul
mauricio macri
américas
alberto fernández
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e6/01/04/20912809_0:0:2993:1685_1920x0_80_0_0_81f09343c2c6b91087bd92cbf81f6dad.jpg
O pedido do presidente ocorre após denúncia da inspetora da Agência Federal de Inteligência (AFI) Cristina Caamaño contra funcionários do governo Macri. Ela teve acesso a vídeos de reuniões do então ministro do Trabalho de Buenos Aires, Marcelo Villegas, nas quais ele tratava de ações contra dirigentes sindicais.A Justiça Federal está investigando uma denúncia que ordenei à Agência Federal de Inteligência [AFI] contra as ações do governo anterior que promoveram a espionagem ilegal e vários processos judiciais contra sindicalistas e opositores.Fernández disse que, no início de seu mandato, denunciou a existência de mais de 100 celulares criptografados fornecidos pela AFI, que incluía os de funcionários públicos e da Justiça e aliados políticos e comerciais do então partido no poder, Cambiemos.Segundo ele, alguns dos celulares pertenciam a ex-governadora da província de Buenos Aires Maria Eugenia Vidal, ao procurador Julio Conte Grand, ao ex-presidente do clube de futebol Boca Juniors Daniel Angelici, ao ex-ministro da Justiça de Buenos Aires Gustavo Ferrari, ao empresário Nicolás Caputo e ao ex-procurador-geral Martín Ocampo.Para Fernández, estas questões requerem uma resposta, pois "o uso do serviço de inteligência do Estado de direito para realizar espionagem interna e promover processos criminais é definitivamente repugnante e, portanto, inadmissível".O presidente ressaltou "o dever de pôr o serviço de inteligência a favor dos interesses nacionais" para "acabar com os hábitos ilegais da inteligência 'macrista' e reavaliar o Estado de direito e a convivência democrática".Na Argentina, há outra investigação de suposta espionagem durante o governo Macri em curso na Justiça Federal de Dolores, na província de Buenos Aires.Neste caso, o ex-presidente virou réu por espionagem ilegal a parentes da tripulação do submarino ARA San Juan, da Marinha argentina, que afundou em 2017.
argentina
américa do sul
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2022
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e6/01/04/20912809_42:0:2773:2048_1920x0_80_0_0_7ef0bbe14a48747b0f5edf2f63c7a4a7.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
argentina, governo, américa do sul, mauricio macri, américas, alberto fernández
argentina, governo, américa do sul, mauricio macri, américas, alberto fernández
Fernández ordena investigação contra governo Macri por espionagem de sindicalistas e opositores
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, informou, nesta terça-feira (4), que ordenou uma investigação contra o governo anterior, de Mauricio Macri (2015-2019), por "espionagem ilegal" e "perseguição judicial contra sindicalistas e opositores".
O pedido do presidente ocorre após
denúncia da inspetora da Agência Federal de Inteligência (AFI) Cristina Caamaño contra funcionários do
governo Macri. Ela teve acesso a vídeos de reuniões do então ministro do Trabalho de Buenos Aires, Marcelo Villegas, nas quais ele tratava de ações contra dirigentes sindicais.
A Justiça Federal está investigando uma denúncia que ordenei à Agência Federal de Inteligência [AFI] contra as ações do governo anterior que promoveram a espionagem ilegal e vários processos judiciais contra sindicalistas e opositores.
Fernández disse que, no início de seu mandato, denunciou a existência de mais de 100 celulares criptografados fornecidos pela AFI, que incluía os de funcionários públicos e da Justiça e aliados políticos e comerciais do então partido no poder, Cambiemos.
Segundo ele, alguns dos celulares pertenciam a ex-governadora da província de Buenos Aires Maria Eugenia Vidal, ao procurador Julio Conte Grand, ao ex-presidente do clube de futebol Boca Juniors Daniel Angelici, ao ex-ministro da Justiça de Buenos Aires Gustavo Ferrari, ao empresário Nicolás Caputo e ao ex-procurador-geral Martín Ocampo.
"Por que esses telefones estavam criptografados? Que segredos os oficiais judiciais e os políticos preservavam com os empresários? Que conversa secreta um empresário do esporte que se transformou em operador judicial teve com oficiais políticos, promotores ou juízes?", indagou o presidente argentino.
Para Fernández, estas questões requerem uma resposta, pois "o uso do serviço de inteligência do Estado de direito para realizar espionagem interna e promover processos criminais é definitivamente repugnante e, portanto, inadmissível".
O presidente ressaltou "o dever de pôr o serviço de inteligência a favor dos interesses nacionais" para "acabar com os hábitos ilegais da inteligência 'macrista' e reavaliar o Estado de direito e a convivência democrática".
Na Argentina, há outra investigação de suposta espionagem durante o governo Macri em curso na Justiça Federal de Dolores, na província de Buenos Aires.
Neste caso, o ex-presidente
virou réu por espionagem ilegal a parentes da tripulação do submarino ARA San Juan, da Marinha argentina, que afundou em 2017.