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Exército do Brasil: simulação contra grupos de esquerda não tinha 'conotação político-ideológica'
Exército do Brasil: simulação contra grupos de esquerda não tinha 'conotação político-ideológica'
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Treinamento foi executado em 2020 na cidade de Piquete, no estado de São Paulo, e criou entidades com nomes alusivos a grupos reais em um país fictício chamado... 27.01.2022, Sputnik Brasil
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Em novembro de 2020, o Exército Brasileiro realizou um exercício intitulado "Mantiqueira" com o Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp) para ensinar a combater ameaças de esquerda, militantes e organização "marxista", segundo o UOL.A simulação foi questionada pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o qual solicitou por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) cópias de pareceres que serviram como fundamento para embasar a ação, realizada em Piquete (SP).Como resposta, o Exército afirmou que o treinamento ocorreu "sem nenhuma conotação político-ideológica nem de nacionalidade". Entretanto, o parlamentar interpretou que a resposta "minimizou o caso" e questionou por que não se faz o mesmo visando "uma operação antifascista".De acordo com a mídia, o treinamento foi pautado em um país fictício chamado "Brasânia". Na descrição da história da nação "Brasânia", é possível encontrar vários paralelos com a trajetória brasileira, passando pela Guerrilha do Araguaia, as chamadas "ameaças comunistas", popularizadas nas décadas de 1960 e 1970, e manifestações marcadas pelo uso de mídias sociais.No entanto, o site Congresso em Foco, afirma que as características conferidas para montar a simulação eram bastante específicas.O Exército criou entidades com nomes alusivos a grupos reais que se opõem ao atual governo: o PT se tornou Partido Operário (PO), já o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se tornou Movimento de Luta pela Terra, e os dois seriam apoiados pelo jornal "Mídia Samurai", fazendo referência ao grupo de narrativas independentes Mídia Ninja.
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Exército do Brasil: simulação contra grupos de esquerda não tinha 'conotação político-ideológica'
15:06 27.01.2022 (atualizado: 13:53 28.01.2022) Treinamento foi executado em 2020 na cidade de Piquete, no estado de São Paulo, e criou entidades com nomes alusivos a grupos reais em um país fictício chamado "Brasânia". O Partido dos Trabalhadores (PT), por exemplo, era chamado de Partido Operário (PO).
Em novembro de 2020, o Exército Brasileiro realizou um exercício intitulado "Mantiqueira" com o Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp) para ensinar a combater ameaças de esquerda, militantes e organização "marxista",
segundo o UOL.
A simulação foi questionada pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o qual solicitou por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) cópias de pareceres que serviram como fundamento para embasar a ação, realizada em Piquete (SP).
Como resposta, o Exército afirmou que o treinamento ocorreu "sem nenhuma conotação político-ideológica nem de nacionalidade".
Entretanto, o parlamentar interpretou que a resposta "minimizou o caso" e questionou por que não se faz o mesmo visando "
uma operação antifascista".
De acordo com a mídia,
o treinamento foi pautado em um país fictício chamado "Brasânia".
Na descrição da história da nação "Brasânia", é possível encontrar vários paralelos com a trajetória brasileira, passando pela Guerrilha do Araguaia, as chamadas "
ameaças comunistas", popularizadas nas décadas de 1960 e 1970, e manifestações marcadas pelo uso de mídias sociais.
"As informações constantes na documentação do exercício são meramente fictícias e serviram somente para contextualizar o Exercício de Operações Contra Forças Irregulares do Curso de Forças Especiais, no ano de 2020, sem nenhuma conotação político-ideológica nem de nacionalidade. Desse modo, o exercício visa tão somente aos militares desenvolverem a capacidade em combater Forças Irregulares, de Insurgência, de Guerrilha e/ou grupos armados contra o Estado de Direito", diz um trecho da carta enviada pelo Exército.
No entanto, o
site Congresso em Foco, afirma que as características conferidas para montar a simulação eram bastante específicas.
O Exército
criou entidades com nomes alusivos a grupos reais que se opõem ao atual governo:
o PT se tornou Partido Operário (PO), já o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se tornou Movimento de Luta pela Terra, e os dois seriam apoiados pelo jornal "Mídia Samurai", fazendo referência ao grupo de narrativas independentes Mídia Ninja.