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Bolsonaro evita falar sobre morte de homem asfixiado por ação da PRF e cita policiais assassinados
Bolsonaro evita falar sobre morte de homem asfixiado por ação da PRF e cita policiais assassinados
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Chefe do Executivo se esquivou de comentar sobre o caso que já ganhou repercussão internacional por conta da violência aplicada. Em uma infeliz coincidência... 26.05.2022, Sputnik Brasil
2022-05-26T17:07-0300
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Após Genivaldo de Jesus Santos morrer por asfixia em decorrência de uma abordagem violenta feita por dois policiais rodoviários federais em Umbaúba (SE) na tarde de quarta-feira (25), o presidente, Jair Bolsonaro (PL), disse hoje (26) que vai se inteirar sobre o caso.Entretanto, o mandatário falou brevemente sobre o ocorrido, e em sua declaração, focou mais em mortes de dois policiais há duas semanas atrás, fato que nada tem em comum com a situação presente.O laudo do IML divulgado hoje (26) constatou que Santos morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. Ele havia sido abordado pela PRF e colocado dentro do porta-malas da viatura enquanto saía fumaça de dentro do carro. Bolsonaro, no entanto, disse que não sabia o que aconteceu."Uma coisa é execução. A outra eu não sei o que aconteceu. A execução ninguém admite ninguém executar ninguém. Mas não sei o que aconteceu para te dar uma resposta adequada", disse.O caso já ganhou repercussão internacional com o The Guardian publicando uma matéria com o título: "Indignação no Brasil por doente mental negro que morreu em 'câmara de gás' de carro de polícia".Santos, que tinha 38 anos, sofria de esquizofrenia e tomava remédios controlados havia cerca de 20 anos. Ao ser abordado ficou bastante nervoso, segundo testemunhou seu sobrinho, Wallyson Jesus.A PRF emitiu nota afirmando que os agentes usaram "técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo" para conter o homem. A corporação disse que abriu um procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos. A Polícia Federal vai investigar o caso.Em uma triste coincidência, há exatos dois anos atrás, o norte-americano, George Floyd, também morreu por asfixia após ser abordado por policiais nos Estados Unidos.
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Bolsonaro evita falar sobre morte de homem asfixiado por ação da PRF e cita policiais assassinados
17:07 26.05.2022 (atualizado: 18:08 26.05.2022) Chefe do Executivo se esquivou de comentar sobre o caso que já ganhou repercussão internacional por conta da violência aplicada. Em uma infeliz coincidência, no dia 25 de maio de 2020, o norte-americano, George Floyd, morreu nos EUA da mesma forma que o brasileiro.
Após Genivaldo de Jesus Santos morrer por asfixia em decorrência de uma abordagem violenta feita por dois policiais rodoviários federais em Umbaúba (SE) na tarde de quarta-feira (25), o presidente, Jair Bolsonaro (PL), disse hoje (26) que vai se inteirar sobre o caso.
Entretanto, o mandatário falou brevemente sobre o ocorrido, e em sua declaração, focou mais em mortes de dois policiais há duas semanas atrás, fato que nada tem em comum com a situação presente.
"Vou me inteirar com a PRF. Eu vi há pouco, há duas semanas, aqueles dois policiais executados por um marginal que estava andando lá no Ceará. Foram negociar com ele, o cara tomou a arma dele e matou os dois. Talvez isso, nesse caso, não tomei conhecimento, o que tinha na cabeça dele", afirmou o presidente citado pelo jornal O Globo.
O laudo do IML divulgado hoje (26) constatou que Santos
morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. Ele havia sido abordado pela PRF e colocado dentro
do porta-malas da viatura enquanto saía fumaça de dentro do carro. Bolsonaro, no entanto, disse que não sabia o que aconteceu.
"Uma coisa é execução. A outra eu não sei o que aconteceu. A execução ninguém admite ninguém executar ninguém. Mas não sei o que aconteceu para te dar uma resposta adequada", disse.
O caso já ganhou repercussão internacional com o The Guardian
publicando uma matéria com o título: "
Indignação no Brasil por doente mental negro que morreu em 'câmara de gás' de carro de polícia".
Santos,
que tinha 38 anos, sofria de esquizofrenia e tomava remédios controlados havia cerca de 20 anos. Ao ser abordado
ficou bastante nervoso, segundo testemunhou seu sobrinho, Wallyson Jesus.
"Eu estava próximo e vi tudo. Informei aos agentes que o meu tio tinha transtorno mental. Eles pediram para que ele levantasse as mãos e encontraram no bolso dele cartelas de medicamentos. Meu tio ficou nervoso e perguntou o que tinha feito. Eu pedi que ele se acalmasse e que me ouvisse [...]", disse Jesus.
A PRF emitiu nota afirmando que os agentes usaram "
técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo"
para conter o homem. A corporação disse que abriu um
procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos. A Polícia Federal vai investigar o caso.
Em uma triste coincidência,
há exatos dois anos atrás, o norte-americano,
George Floyd, também morreu por asfixia após ser abordado por policiais nos Estados Unidos.