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Atirador de Paris admite 'ódio patológico' a imigrantes, revela procurador (FOTOS, VÍDEOS)
Atirador de Paris admite 'ódio patológico' a imigrantes, revela procurador (FOTOS, VÍDEOS)
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Um interrogatório policial lança luz sobre os motivos que fizeram o atirador de Paris cometer o crime. 26.12.2022, Sputnik Brasil
2022-12-26T09:50-0300
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O atirador que disparou e matou três pessoas na capital francesa admitiu aos investigadores que o massacre foi motivado por seu antigo ódio aos estrangeiros, disse o procurador de Paris no domingo (25). O homem, de 69 anos, se descreveu como alguém "depressivo" e "suicida" e supostamente planejava se matar com a última bala. Ele inicialmente procurou atingir a população imigrante no subúrbio de Seine-Saint-Denis, no norte de Paris, mas mudou de ideia depois de ver "poucas pessoas" na área e achar suas roupas muito desconfortáveis para recarregar a arma com rapidez suficiente. Em vez disso, ele abriu fogo em um centro cultural curdo e em um café próximo na sexta-feira (23), matando dois homens e uma mulher e ferindo outras três pessoas no 10º distrito de Paris. Anteriormente identificado como "William M." pela mídia francesa, o maquinista aposentado estava supostamente armado com uma pistola Colt 1911 do Exército dos Estados Unidos, junto com vários pentes carregados. O procurador acrescentou que os investigadores foram forçados a interromper o interrogatório por "motivos médicos" no sábado (24) e transferir o suspeito para um centro psiquiátrico da polícia. Nesse ínterim, a polícia fez uma busca na casa de seus pais, onde ele morava, mas não encontrou nenhuma evidência que o ligasse a uma "ideologia extremista".Caos no centro de Paris, veículos capotados e incendiados. Conflitos em andamento.No entanto, as autoridades reconheceram anteriormente que o suspeito tinha um histórico de violência contra imigrantes e havia acabado de ser libertado da detenção enquanto aguardava julgamento por um ataque a faca em um acampamento de imigrantes em Paris há um ano. Ele também foi condenado por violência armada em 2016 – uma decisão da qual ele recorreu.Caso você tenha perdido, Paris está passando por tumultos pelo assassinato de três curdos em um tiroteio em massa na sexta-feira.O ataque provocou agitação em massa no fim de semana, quando moradores locais chocados exigiram justiça e acusaram a polícia de ignorar as ameaças à comunidade curda. O protesto logo se tornou violento, com multidões enfurecidas atirando projéteis na polícia, virando vários carros e quebrando vitrines. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e prendeu pelo menos 11 pessoas em uma tentativa de conter a violência, e mais tarde disse que mais de 30 policiais ficaram feridos em confrontos.
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Atirador de Paris admite 'ódio patológico' a imigrantes, revela procurador (FOTOS, VÍDEOS)
09:50 26.12.2022 (atualizado: 10:05 26.12.2022) Um interrogatório policial lança luz sobre os motivos que fizeram o atirador de Paris cometer o crime.
O atirador que
disparou e matou três pessoas na capital francesa admitiu aos investigadores que o
massacre foi motivado por seu antigo ódio aos estrangeiros, disse o procurador de Paris no domingo (25).
Durante o interrogatório, o suspeito teria dito que desenvolveu um "ódio por estrangeiros que se tornou totalmente patológico" após um roubo em sua casa em 2016, disse a promotora Laure Beccuau em um comunicado.
O homem, de 69 anos, se descreveu como
alguém "depressivo" e "suicida" e supostamente planejava se matar com a última bala. Ele inicialmente procurou atingir a
população imigrante no subúrbio de Seine-Saint-Denis, no norte de Paris, mas mudou de ideia depois de ver "poucas pessoas" na área e achar suas roupas muito desconfortáveis para recarregar a arma com rapidez suficiente.

25 de dezembro 2022, 13:14
Em vez disso, ele
abriu fogo em um centro cultural curdo e em um café próximo na sexta-feira (23), matando dois homens e uma mulher e ferindo outras três pessoas no 10º distrito de Paris. Anteriormente identificado como "William M." pela mídia francesa, o maquinista aposentado estava
supostamente armado com uma pistola Colt 1911 do Exército dos Estados Unidos, junto com vários pentes carregados.
O procurador acrescentou que os investigadores foram forçados a
interromper o interrogatório por "motivos médicos" no sábado (24) e transferir o suspeito para um centro psiquiátrico da polícia. Nesse ínterim, a polícia
fez uma busca na casa de seus pais, onde ele morava, mas não encontrou nenhuma evidência que o ligasse a uma "ideologia extremista".
Caos no centro de Paris, veículos capotados e incendiados. Conflitos em andamento.
No entanto, as autoridades reconheceram anteriormente que o suspeito tinha um histórico de violência contra imigrantes e
havia acabado de ser libertado da detenção enquanto aguardava julgamento por um ataque a faca em um acampamento de imigrantes em Paris há um ano. Ele também foi condenado por
violência armada em 2016 – uma decisão da qual ele recorreu.
Caso você tenha perdido, Paris está passando por tumultos pelo assassinato de três curdos em um tiroteio em massa na sexta-feira.
O ataque provocou agitação em massa no fim de semana, quando moradores locais chocados exigiram justiça e acusaram a polícia de ignorar as ameaças à comunidade curda. O protesto logo se tornou violento, com
multidões enfurecidas atirando projéteis na polícia, virando vários carros e quebrando vitrines. A
polícia respondeu com gás lacrimogêneo e prendeu pelo menos 11 pessoas em uma tentativa de conter a violência, e mais tarde disse que mais de 30 policiais ficaram feridos em confrontos.