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Mídia: OTAN quebrou promessa de reduzir envio de armas para a Ucrânia

© AP Photo / Olivier MatthysBandeiras dos países-membros da OTAN em Bruxelas, na Bélgica (foto de arquivo)
Bandeiras dos países-membros da OTAN em Bruxelas, na Bélgica (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 10.01.2023
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Em artigo, o jornalista e cientista político britânico Finian Cunningham diz que potências da OTAN estão enganadas por sua própria propaganda e venalidade política.
Os principais países da OTAN quebraram sua promessa feita em relação à Ucrânia ao continuar fornecendo armas ao país. A declaração foi dada pelo jornalista e cientista político britânico, Finian Cunningham, em um artigo publicado no portal Strategic Culture, dedicado a análises de geopolítica global.
No artigo, Cunningham destaca que um cenário em que tanques alemães entram na Ucrânia para lutar contra a Rússia poderia parecer surreal, dada a história da Segunda Guerra Mundial. Porém, segundo ele, é exatamente para esse cenário que se encaminha a guerra por procuração travada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a Rússia.
O autor observa no artigo que os principais países da OTAN anunciaram quase simultaneamente sua intenção de fornecer veículos blindados à Ucrânia. Os Estados Unidos decidiram transferir 50 veículos de combate de infantaria Bradley para o exército ucraniano, ao mesmo tempo que a Alemanha prometeu fornecer 40 veículos de combate de infantaria Marder, e o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que enviaria tanques leves AMX-10 RC para Kiev.
"Todos eles afirmaram anteriormente que não forneceriam tanques para a Ucrânia, pois isso levaria a uma escalada imprudente que poderia desencadear uma terceira guerra mundial", acrescentou Cunningham.
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"As potências da OTAN estão muito enganadas por sua própria propaganda, venalidade política e a dependência de suas economias capitalistas de empresários militares-industriais", resumiu o cientista político.
Na sexta-feira passada, os Estados Unidos anunciaram um novo - e o maior - pacote de assistência militar à Ucrânia, no valor de quase US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões). Em particular, o pacote inclui veículos de combate de infantaria Bradley, obuses autopropulsados, veículos blindados, projéteis para Himars MLRS, bem como outros meios e munições. O chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, concordaram em uma conversa por telefone na quinta-feira em enviar equipamento militar pesado para Kiev. A Alemanha anunciou sua disponibilidade para fornecer veículos de combate de infantaria Marder e sistemas de defesa aérea Patriot. O presidente francês, Emmanuel Macron, em conversa com Vladimir Zelensky, disse que Paris forneceria à Ucrânia veículos blindados ou tanques de rodas AMX-10RC.
A Rússia já havia enviado uma nota aos países da OTAN por causa do fornecimento de armas à Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, observou que qualquer carga que contenha armas para a Ucrânia se tornará um alvo legítimo para a Rússia. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que os países da OTAN estão "brincando com fogo" ao fornecer armas à Ucrânia. O secretário de imprensa do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, disse que bombardear a Ucrânia com armas do Ocidente não contribui para o sucesso das negociações russo-ucranianas e terá um efeito negativo.
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