UE não pode se livrar da dependência do combustível nuclear russo, diz mídia
© Sputnik / Vitaly Belousov / Acessar o banco de imagensModelos de reatores nucleares Brest e MBIR no estande da Rosatom
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O Politico destacou que a Europa agiu rapidamente para cortar o fornecimento dos combustíveis fósseis russos, contudo, não consegue fazer o mesmo com a energia nuclear.
A mídia ressalta que a União Europeia não teve o "mesmo sucesso" em lidar com a energia nuclear, como teve com o gás natural liquefeito, por motivos práticos e históricos.
Em 2021, a empresa atômica russa Rosatom forneceu aos reatores do bloco europeu 20% de seu urânio natural, gerenciando um quarto dos serviços de conversão e fornecendo um terço de seus serviços de enriquecimento, segundo a Agência de Fornecimento Euratom.
No mesmo ano, a Europa pagou à Rússia € 210 milhões (R$ 1,1 bilhão) pelas exportações de urânio bruto.
A mídia ainda indica que o valor de importação de tecnologia e combustível nuclear relacionada à Rússia aumentou mais de $ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) no último ano, segundo pesquisa do Instituto Real de Serviços Unidos.
Além disso, o Politico destaca que esta dependência justifica a dificuldade do bloco europeu em causar danos à indústria nuclear russa, já que os próprios países europeus seriam afetados, visto que 18 usinas nucleares na Europa são de projetos russos.
Além disso, a mídia cita que o mundo tem grande dificuldade em lidar com o enriquecimento e conversão, podendo levar até dez anos para substituir a empresa russa Rosatom, o que demonstra que a Europa ainda não está pronta para se livrar da dependência do combustível nuclear russo.