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São Paulo desafia recomendação da ONU e lança 'prisômetro'
São Paulo desafia recomendação da ONU e lança 'prisômetro'
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A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta terça-feira (25) o "prisômetro", painel que atualiza em tempo real o número de prisões realizadas na capital paulista... 26.02.2025, Sputnik Brasil
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A iniciativa, entretanto, enfrenta críticas da Defensoria Pública de São Paulo e levanta questionamentos com base em recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o uso da tecnologia.O órgão estadual solicitou a suspensão do uso do sistema durante o Carnaval, alegando preocupações com a vigilância e a privacidade dos cidadãos. O órgão argumenta que a tecnologia pode impactar o direito de manifestação e ressalta a necessidade de um registro transparente e auditável sobre seu funcionamento.Durante a inauguração, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) defendeu o uso do sistema e criticou a posição da Defensoria:"É um verdadeiro absurdo você ter a Defensoria Pública, que é uma instituição tão importante, não defender a população contra os criminosos. Toda a sociedade gostaria de entender o porquê dessa ação, que pode privar a população de uma tecnologia que auxilia na segurança."A Prefeitura de São Paulo reforça que o Smart Sampa opera dentro das normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e já resultou na captura de 208 foragidos da Justiça até 25 de janeiro deste ano.A média é de uma prisão a cada três horas, realizada pela Guarda Civil Metropolitana. No entanto, o projeto segue sob análise do Tribunal de Contas do Município (TCM), que questiona os critérios de coleta e compartilhamento de informações obtidas pelas câmeras.Além das discussões sobre privacidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) já manifestou preocupações sobre o uso indiscriminado de reconhecimento facial, especialmente durante o Carnaval.O professor de criminologia da Universidade de São Paulo (USP) Mauricio Stegemann Dieter critica a implementação do "prisômetro", argumentando que sua principal função é propagandística.Segundo ele, o mecanismo busca transmitir uma sensação de segurança, mas ao mesmo tempo evidencia falhas estruturais na política de segurança pública. "Na medida em que ele registra muitas prisões, ele revela a sua impotência concreta para enfrentar a questão da criminalidade."Dieter alerta para os riscos de arbitrariedade policial durante grandes eventos, como o Carnaval. "Durante manifestações de rua, sejam como momentos de cultura, de lazer, de catarse, enfim, esse risco aumenta naturalmente porque há maior confusão sobre a identidade das pessoas", referindo-se às fantasias dos foliões.Outro ponto levantado por Mauricio foi a necessidade de auditoria civil sobre mecanismos de vigilância estatal, como o Smart Sampa. Para ele, a polícia e o Ministério Público não podem ser os únicos responsáveis pela fiscalização, pois são instituições do Estado. "Minha recomendação aqui seria que a sociedade, por meio de representantes civis, tenham acesso ao aplicativo, ao código-fonte, aos dados coletados, para se certificarem de que isso não ofende direitos fundamentais."
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São Paulo desafia recomendação da ONU e lança 'prisômetro'
21:58 26.02.2025 (atualizado: 13:44 27.02.2025) A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta terça-feira (25) o "prisômetro", painel que atualiza em tempo real o número de prisões realizadas na capital paulista por meio do sistema de reconhecimento facial Smart Sampa.
A iniciativa, entretanto,
enfrenta críticas da Defensoria Pública de São Paulo e levanta questionamentos com base em recomendações da
Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o uso da tecnologia.
O órgão estadual solicitou a suspensão do uso do sistema durante o Carnaval, alegando preocupações com
a vigilância e a privacidade dos cidadãos. O órgão argumenta que a tecnologia pode impactar o direito de manifestação e ressalta a necessidade de um
registro transparente e auditável sobre seu funcionamento.
Durante a inauguração, o
prefeito Ricardo Nunes (MDB) defendeu o uso do sistema e criticou a posição da Defensoria:
"É um verdadeiro absurdo você ter a Defensoria Pública, que é uma instituição tão importante, não defender a população contra os criminosos. Toda a sociedade gostaria de entender o porquê dessa ação, que pode privar a população de uma tecnologia que auxilia na segurança."
A Prefeitura de São Paulo reforça que o Smart Sampa opera dentro das normas da
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e já resultou na captura de 208 foragidos da Justiça até 25 de janeiro deste ano.
A média é de uma prisão a cada três horas, realizada pela
Guarda Civil Metropolitana. No entanto, o projeto segue sob análise do Tribunal de Contas do Município (TCM), que questiona os critérios de coleta e compartilhamento de informações obtidas pelas câmeras.
Além das discussões sobre privacidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) já manifestou preocupações sobre o uso indiscriminado de reconhecimento facial, especialmente durante o Carnaval.
O professor de criminologia da Universidade de São Paulo (USP) Mauricio Stegemann Dieter critica a implementação do "prisômetro", argumentando que sua principal função é propagandística.
Segundo ele, o mecanismo busca transmitir uma sensação de segurança, mas ao mesmo tempo evidencia falhas estruturais na política de segurança pública. "Na medida em que ele registra muitas prisões, ele revela a sua impotência concreta para enfrentar a questão da criminalidade."
Dieter alerta para os riscos de arbitrariedade policial durante grandes eventos, como o Carnaval. "Durante manifestações de rua, sejam como momentos de cultura, de lazer, de catarse, enfim, esse risco aumenta naturalmente porque há maior confusão sobre a identidade das pessoas", referindo-se às fantasias dos foliões.
"No Carnaval, a polícia precisa ser muito mais reticente, muito mais cautelosa na abordagem policial."
Outro ponto levantado por Mauricio foi a necessidade de auditoria civil sobre mecanismos de vigilância estatal, como o Smart Sampa. Para ele, a polícia e o Ministério Público não podem ser os únicos responsáveis pela fiscalização, pois são instituições do Estado. "Minha recomendação aqui seria que a sociedade, por meio de representantes civis, tenham acesso ao aplicativo, ao código-fonte, aos dados coletados, para se certificarem de que isso não ofende direitos fundamentais."
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