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'Nosso papel como grupo é mais vital do que nunca', diz Mauro Vieira em reunião do BRICS
'Nosso papel como grupo é mais vital do que nunca', diz Mauro Vieira em reunião do BRICS
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Iniciando a 17ª reunião de chanceleres do BRICS, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, discursou a seus pares a respeito da importância... 28.04.2025, Sputnik Brasil
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O Brasil iniciou nesta segunda-feira (28) a reunião de chanceleres do BRICS, sob a presidência brasileira do grupo. O evento tem duração de dois dias e ocorre no Palácio do Itamaraty, região central do Rio de Janeiro.O tema desta segunda-feira foi o papel do BRICS frente aos desafios atuais e a reforma da governança global, com enfoque nos sistemas das Nações Unidas."Os conflitos armados proliferam, muitas vezes, com consequências devastadoras para as populações civis. O deslocamento forçado, a fome e a degradação ambiental aumentam a taxas alarmantes. No entanto, os mecanismos internacionais permanecem lentos, politizados e, às vezes, paralisados diante de necessidades urgentes", disse o ministro.Nesse contexto, Vieira afirmou que "o BRICS tem um papel vital a desempenhar" no reforço aos princípios do direito internacional, no apoio à solução pacífica de controvérsias "e na promoção da reforma das instituições multilaterais".Com destaque, o chanceler brasileiro mencionou a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para refletir melhor as realidades geopolíticas atuais.Como exemplo, Vieira cita a liderança do Brasil e da China na criação do Grupo de Amigos da Paz, que busca uma solução diplomática para o conflito ucraniano."Estamos unidos por uma crença comum: a paz não pode ser imposta, deve ser construída. Ela deve se basear na inclusão, no respeito ao direito internacional e na igualdade soberana dos Estados", disse o chanceler brasileiro.A reunião desta segunda-feira é a primeira do BRICS que congrega delegações de todos os países-membros, além de recepcionar os países parceiros. A segunda reunião está marcada para amanhã (29).Participaram do evento, além de Vieira, os ministros Sergei Lavrov (Rússia), Wang Yi (China), Gedion Timothewos Hessebon (Etiópia), Sugiono (Indonésia), Ronald Lamola (África do Sul), Reem Bint Ebrahim Al Hashimy (Emirados Árabes Unidos), o vice-chanceler do Irã Seyed Rasoul Mohajer e os embaixadores Ragui El Etreby (Egito) e Dammu Ravi (Índia).
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'Nosso papel como grupo é mais vital do que nunca', diz Mauro Vieira em reunião do BRICS
16:48 28.04.2025 (atualizado: 21:16 28.04.2025) Especiais
Iniciando a 17ª reunião de chanceleres do BRICS, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, discursou a seus pares a respeito da importância do grupo frente aos desafios do século XXI. "A arquitetura de segurança pós-Segunda Guerra Mundial tem mostrado sinais de desordem", crava Vieira.
O Brasil iniciou nesta segunda-feira (28) a reunião de chanceleres do BRICS, sob a presidência brasileira do grupo. O evento tem duração de dois dias e ocorre no Palácio do Itamaraty, região central do Rio de Janeiro.
O tema desta segunda-feira
foi o papel do BRICS frente aos desafios atuais e a reforma da governança global, com enfoque nos sistemas das Nações Unidas.
"Os conflitos armados proliferam, muitas vezes, com consequências devastadoras para as populações civis. O deslocamento forçado, a fome e a degradação ambiental aumentam a taxas alarmantes. No entanto, os mecanismos internacionais
permanecem lentos, politizados e, às vezes, paralisados diante de necessidades urgentes", disse o ministro.
Nesse contexto, Vieira afirmou que
"o BRICS tem um papel vital a desempenhar" no reforço aos princípios do direito internacional, no apoio à solução pacífica de controvérsias
"e na promoção da reforma das instituições multilaterais".
Com destaque, o chanceler brasileiro mencionou a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para refletir melhor as realidades geopolíticas atuais.
Como exemplo, Vieira cita a liderança do Brasil e da China na criação do Grupo de Amigos da Paz, que busca uma solução diplomática para o conflito ucraniano.
"Estamos unidos por uma crença comum: a paz não pode ser imposta, deve ser construída. Ela deve se basear na inclusão, no respeito ao direito internacional e na igualdade soberana dos Estados", disse o chanceler brasileiro.
"O caminho para a paz não é fácil nem linear. Mas o BRICS pode e deve ser uma força para o bem, não como um bloco de confronto, mas como uma coalizão de cooperação. Devemos liderar pelo exemplo, reafirmando nossa crença em um mundo multipolar onde a segurança não é privilégio de poucos, mas um direito de todos."
A reunião desta segunda-feira é a primeira do BRICS que
congrega delegações de todos os países-membros, além de recepcionar os países parceiros. A segunda reunião está marcada para amanhã (29).
Participaram do evento, além de Vieira, os ministros Sergei Lavrov (Rússia), Wang Yi (China), Gedion Timothewos Hessebon (Etiópia), Sugiono (Indonésia), Ronald Lamola (África do Sul), Reem Bint Ebrahim Al Hashimy (Emirados Árabes Unidos), o vice-chanceler do Irã Seyed Rasoul Mohajer e os embaixadores Ragui El Etreby (Egito) e Dammu Ravi (Índia).
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