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Reino Unido conclui preparativos para envio de tropas à Ucrânia, revela mídia

© AP Photo / Kin CheungSoldado ucraniano participa de exercício militar em campo de treinamento no Reino Unido, em 24 de março de 2023
Soldado ucraniano participa de exercício militar em campo de treinamento no Reino Unido, em 24 de março de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 17.12.2025
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O governo britânico conclui a preparação para o deslocamento de um contingente à Ucrânia em caso de cessar-fogo, informou o portal i Paper, citando fontes do Ministério da Defesa do Reino Unido nesta quarta-feira (17).
"Londres acelera os preparativos para enviar forças de paz à Ucrânia, adquire equipamentos e finaliza os planos de desdobramento. Autoridades acreditam que um acordo de paz parece mais próximo do que nunca, à medida que negociadores dos Estados Unidos se preparam para apresentar ao Kremlin uma proposta apoiada pela Ucrânia", revelou o veículo.
Segundo o portal, o Ministério da Defesa britânico tenta, neste momento, definir o prazo necessário para a mobilização do contingente e avalia possíveis locais de posicionamento das tropas.
"A 'Coalizão dos Dispostos' trabalha nesses planos há bastante tempo. O ritmo se intensificou e os planos ficaram mais concretos, já que surgiu uma perspectiva real de cessar-fogo", afirmou uma das fontes.
De acordo com as informações, Londres dificilmente deslocará para a Ucrânia forças já posicionadas em outros países, como a Estônia. A tendência é enviar soldados diretamente do território britânico.
Caso seja necessária uma mobilização rápida, a 16ª Brigada de Assalto Aéreo, que inclui forças de pronta resposta do Exército britânico, seria enviada à Ucrânia. A unidade já participou das evacuações de Cabul, em agosto de 2022, e do Sudão, em abril de 2023.
Ainda conforme os planos, a chamada "coalizão dos dispostos" provavelmente não distribuirá tropas ao longo de toda a linha de contato, devido à falta de efetivo, destaca a publicação. Em vez disso, o contingente deve ser relativamente concentrado, com deslocamentos pontuais conforme a necessidade.
Se a Rússia não concordar, no âmbito de um acordo de paz, com a presença de forças estrangeiras na Ucrânia, o contingente poderá ser posicionado em países vizinhos, como a Polônia, segundo o portal.
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Negociações para a paz avançam

Entre 14 e 15 de dezembro, Berlim sediou negociações sobre a resolução do conflito ucraniano, com a participação do enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, do genro do presidente norte-americano, Jared Kushner, e de Vladimir Zelensky.
Após o encontro, líderes da União Europeia divulgaram uma declaração com propostas de garantias à Ucrânia e medidas para o acordo, incluindo o envio de forças multinacionais e a manutenção das Forças Armadas ucranianas com efetivo não inferior a 800 mil militares.
A administração dos Estados Unidos já havia anunciado a elaboração de um plano para a resolução do conflito. O Kremlin, por sua vez, afirmou que a Rússia segue aberta às negociações e mantém a plataforma de diálogo em Anchorage.
No dia 2 de dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, recebeu Witkoff e Kushner no Kremlin. A visita esteve relacionada às discussões sobre o plano de paz norte-americano para a Ucrânia.
O assessor presidencial russo Yuri Ushakov classificou as negociações como "muito substantivas" e afirmou que os contatos entre Rússia e Estados Unidos continuarão. Segundo ele, os avanços das forças russas no campo de batalha tiveram impacto positivo no andamento e no caráter das negociações.
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