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'Ato de terrorismo de Estado': Díaz-Canel questiona autoridade moral dos EUA para sequestrar Maduro

© AP Photo / Ramon Espinosa / Acessar o banco de imagensO presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, durante evento
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, durante evento - Sputnik Brasil, 1920, 03.01.2026
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, questionou neste sábado (3) a moral dos Estados Unidos para sequestrar o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, raptado em Caracas na madrugada de hoje.
Durante um ato de apoio à soberania da Venezuela em frente à Embaixada dos EUA em Havana, Díaz-Canel destacou que a Casa Branca, agora, é responsável pela integridade de Maduro.

"Os EUA não têm autoridade moral nem legal de qualquer tipo para retirar à força de seu país o presidente venezuelano, mas os EUA são, sim, responsáveis diante do mundo pela integridade física de Maduro."

O presidente cubano também condenou o "sequestro bárbaro de nosso irmão" Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, classificando a ação como um "ato de terrorismo de Estado". Ele também exigiu a devolução imediata de ambos e afirmou que Washington realizou um "assalto criminoso" contra toda a América Latina e o Caribe.
"Por Venezuela e, claro, também por Cuba, estamos dispostos a dar até nosso próprio sangue, até nossa própria vida, mas a um preço muito caro", enfatizou Díaz-Canel, que classificou a agressão contra a Venezuela como uma "expressão inequívoca do fascismo".
Prédio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em Moscou, Rússia, foto publicada em 3 de agosto de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 03.01.2026
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O que disseram os líderes da América Latina?

Um dos líderes que foram mais enérgicos contra as ações norte-americanas na região do Caribe desde setembro, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, utilizou as redes sociais para criticar o sequestro de Maduro.
"O governo colombiano rejeita a agressão contra a soberania da Venezuela e da América Latina", disse Petro em uma mensagem, enquanto pedia uma reunião imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas, do qual a Colômbia é membro.
O presidente chileno em fim de mandato, Gabriel Boric, assim como Petro, condenou o ataque. No México, a presidente Claudia Sheinbaum também criticou a intervenção dos EUA na Venezuela.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou contra o ataque dos EUA na Venezuela e disse que os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
"Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", escreveu Lula na sua conta oficial no X.
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