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Objetivo da operação dos EUA na Venezuela é a 'captura de nossos recursos', diz vice de Maduro

© AP Photo / Ariana CubillosA vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em conversa com a imprensa, em agosto de 2025
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em conversa com a imprensa, em agosto de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 03.01.2026
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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (3) que a ação dos Estados Unidos tem como meta se apropriar das riquezas da Venezuela em meio à operação para sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Em um pronunciamento à nação, no qual comentou a ação norte-americana, Rodríguez exigiu a libertação imediata de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
"Estamos prontos para defender a Venezuela, estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem servir ao desenvolvimento nacional."
A vice-presidente também informou que convocou o Conselho de Defesa do país, formado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, a presidente da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça, Caryslia Rodríguez, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e outras figuras importantes.
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Confira o que alto escalão venezuelano comentou

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, exigiu que o governo dos EUA seja responsabilizado por sua ação militar contra a Venezuela, classificando-a como crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

"Gostaríamos de expressar nossa sincera gratidão ao Relator Especial da ONU para a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos, Ben Saul, por sua firme condenação ao sequestro ilegal e criminoso do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cilia Flores, bem como pelos ataques criminosos contra nossa pátria. O governo Trump deve ser responsabilizado por ações que configuram crimes de guerra e crimes contra a humanidade."

À Sputnik, Gil comentou que o povo da Venezuela irá às ruas defender a soberania do país. "Vocês verão o povo indo às ruas. O povo está mobilizado, deseja a paz, sabe como defender [o país], é forte e digno."
A agressão contra a Venezuela viola a legislação dos EUA, uma vez que a operação não foi coordenada com o Congresso americano, acrescentou, explicando que o motivo é que "70% da população dos EUA se opõe a ela".
Também no sábado, o ministro das Relações Exteriores afirmou no Telegram que os EUA representam uma ameaça global e pediu que todos "ajam juntos e com firmeza para proteger a soberania e os direitos de todas as nações".
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, pediu calma e tranquilidade para a população da Venezuela, conforme informações do veículo estatal Agência Brasil.

"Apelamos à calma entre o nosso povo. Confiem na liderança do alto comando político e militar, na situação que enfrentamos. Mantenham a calma, não deixem ninguém sucumbir ao desespero, não deixem ninguém facilitar as coisas para o inimigo invasor, o inimigo terrorista que nos atacou covardemente."

Cabello também destacou que os norte-americanos atacaram áreas repletas de civis e exigiram que os organismos internacionais reconheçam a ação, classificada pelo ministro como "criminosa" e "covarde".
"Aqui temos um povo organizado, um povo que sabe o que tem que fazer. Esperamos que o mundo se manifeste contra este ataque, ou vocês, organizações mundiais, organismos globais, reconhecerão publicamente sua cumplicidade neste ataque invasor? Diante do assassinato de civis, das bombas caindo sobre prédios, sobre lugares habitados por civis."
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, também ressaltou o ataque a áreas civis venezuelanas, em uma ofensiva que "profanou nosso solo sagrado" em diferentes localidades.
"Vamos ativar um desdobramento massivo de todos os meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. Sistemas de armas para a defesa integral."
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Mundo protesta contra ação dos EUA

O rapto de Maduro gerou manifestações em vários países, incluindo nos Estados Unidos, onde grupos se reuniram diante da Casa Branca, em Washington, com cartazes que pedem para a administração norte-americana não repetir ações como as feitas no Iraque, Líbia e Síria. Em Londres, na Inglaterra, protestos foram reportados diante da Embaixada dos EUA, exigindo a libertação do presidente venezuelano.
Na América Latina, além dos protestos por toda a Venezuela, pessoas foram às ruas na Argentina, no Chile, em Cuba e no México. Já na Europa, foram identificados outras manifestações na Alemanha, Espanha, França e Grécia.
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