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África do Sul exige reunião urgente da ONU após ataque dos Estados Unidos à Venezuela

© Фотохост-агентство РИА Новости / Acessar o banco de imagensO presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama do país, Cilia Flores, em visita à Rússia, em 2025
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama do país, Cilia Flores, em visita à Rússia, em 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 03.01.2026
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O governo da África do Sul solicitou neste sábado (3) uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Para Pretória, a ação representa uma violação flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Em comunicado, a chancelaria sul-africana afirmou que o Conselho de Segurança, responsável por zelar pela paz e segurança internacionais, deve se reunir imediatamente para analisar o caso.
O governo sul-africano destacou que o uso da força contra a integridade territorial e a independência política de um Estado soberano contraria princípios fundamentais do sistema internacional.
A África do Sul também alertou que invasões militares tendem a aprofundar crises e gerar instabilidade, enfraquecendo a ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações.
O posicionamento de Petrória ocorre após a confirmação, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma operação de grande escala em território venezuelano, justificada por Washington como parte do combate ao narcotráfico, mas rejeitada por Caracas como ilegal.
Prédio do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em Moscou, Rússia, foto publicada em 3 de agosto de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 03.01.2026
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O Ministério das Relações Exteriores de Burkina Faso "condenou veementemente" o ato dos EUA, observando que a ação "viola os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e mina a zona de paz representada pela América Latina e o Caribe", segundo comunicado divulgado pelo governo da Venezuela.
Já a presidente da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, "está ciente dos acontecimentos em curso e rejeita categoricamente o ataque militar criminoso, covarde e ilegal cometido contra o nosso povo", conforme citado por Caracas.
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