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Brasil reconhece vice de Maduro como presidente interina da Venezuela

© AP Photo / Matias DelacroixDelcy Rodríguez discursa no Ministério das Relações Exteriores, em Caracas. Venezuela, 8 de agosto de 2024
Delcy Rodríguez discursa no Ministério das Relações Exteriores, em Caracas. Venezuela, 8 de agosto de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 03.01.2026
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Em coletiva, ministra interina diz que, na ausência de Nicolás Maduro, a vice Delcy Rodríguez é a líder do país. Múcio reafirma que a fronteira entre Brasil e Venezuela segue tranquila.
O Brasil reconheceu a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, como presidente interina do país. Em coletiva dada a jornalistas na noite deste sábado (3), a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que o Brasil entende que ela está no comando do país após a retirada de Nicolás Maduro.
"Se na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina", afirmou.
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Ela acrescentou que brasileiros que estavam na Venezuela conseguiram sair do país de forma segura com a ajuda do consulado brasileiro.
"Inclusive, temos a informação de que 100 brasileiros que estavam em turismo saíram tranquilamente. A situação está tranquila", afirmou.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que também participou da coletiva, afirmou que a fronteira entre Brasil e Venezuela segue tranquila.
"A situação da fronteira nunca foi tão tranquila como está hoje. Movimento mínimo. É como se fosse um grande feriado. Até o movimento de automóvel é o mínimo possível, de maneira que está tudo calmo e as fronteiras estão abertas. Brasileiro que está lá pode vir", disse Múcio.
A coletiva foi dada após a segunda reunião entre representantes de ministérios do governo para discutir o ataque e sequestro do presidente venezuelano por parte dos EUA.
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Além da participação presencial de representantes da Defesa e do Itamaraty, a reunião contou com a participação remota, por videoconferência, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e da ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior.
Anteriormente, Lula divulgou uma nota condenando o ataque norte-americano à Venezuela, afirmando que o episódio ultrapassa a linha do aceitável.
"Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", escreveu Lula na sua conta oficial no X.
Na madrugada deste sábado (3), os EUA atacaram a capital venezuelana Caracas e sequestraram Maduro e sua esposa, Cilia Maduro. Eles foram levados aos EUA para serem julgados por crimes relacionados ao tráfico de drogas.
Horas depois, o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que os EUA vão administrar a Venezuela até que haja uma transição adequada e segura.
A ação dos EUA foi condenada internacionalmente. China e Rússia, principais aliadas da Venezuela, criticaram o uso da força contra a soberania venezuelana. A China pediu a Washington que respeite o direito internacional.
A Rússia reiterou que a América Latina deve permanecer uma zona de paz e que à Venezuela deve ser garantido o direito de determinar seu próprio destino sem ingerência externa.
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