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Pira de 9.500 anos no Malawi revela rituais complexos de cremação entre caçadores africanos (FOTOS)
Pira de 9.500 anos no Malawi revela rituais complexos de cremação entre caçadores africanos (FOTOS)
Sputnik Brasil
Um estudo recente revelou a evidência mais antiga de cremação humana conhecida no continente africano, estendendo o registro dessa prática em milhares de anos... 03.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-03T12:58-0300
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O artigo aponta que a nova descoberta concentra-se em uma pira funerária de 9.500 anos localizada na base do Monte Hora, no norte do Malawi, um marco geográfico notável que aparentemente detinha grande significado simbólico para comunidades pré-históricas.No sítio arqueológico, as escavações revelaram vestígios de habitação de 21.000 anos atrás, além de sepulturas com inumações completas datadas entre 16.000 e 8.000 anos.Há cerca de 9.500 anos, uma cremação isolada marcou uma mudança radical: cerca de 170 fragmentos ósseos encontrados em um depósito de cinzas indicam que se tratava de uma mulher adulta de baixa estatura, com idade entre 18 e 60 anos.Os padrões de queima indicam que o corpo foi colocado na pira logo após a morte. Marcas de corte nos ossos dos membros sugerem desengordamento ou desmembramento, e a ausência de dentes ou fragmentos do crânio aponta para a remoção da cabeça antes da cremação.As evidências mostram que a cremação demandava um esforço comunitário, com a coleta de pelo menos 30 kg de combustível (madeira e grama) e o controle cuidadoso da temperatura, mantendo-a acima de 500 °C. As ferramentas de pedra encontradas nas cinzas podem ter sido depositadas de forma ritual durante o processo.Grandes fogueiras já haviam ocorrido no local séculos antes, e as pessoas retornaram para acender mais fogueiras sobre a pira por séculos depois, preservando seu significado ritual na memória coletiva.Assim, o artigo conclui que esse tratamento elaborado, dedicado a uma única mulher, destaca a capacidade dos primeiros caçadores-coletores africanos de realizarem práticas mortuárias simbólicas complexas, utilizando fogo e a paisagem de maneiras mais intrincadas do que se imaginava.
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Pira de 9.500 anos no Malawi revela rituais complexos de cremação entre caçadores africanos (FOTOS)
Um estudo recente revelou a evidência mais antiga de cremação humana conhecida no continente africano, estendendo o registro dessa prática em milhares de anos e desafiando visões tradicionais sobre o comportamento social e ritualístico de antigos caçadores-coletores, conforme publicado na revista Archaeology News.
O artigo
aponta que a nova descoberta concentra-se em uma pira funerária de 9.500 anos localizada na base do Monte Hora, no norte do Malawi, um marco geográfico notável que aparentemente detinha grande significado simbólico para comunidades pré-históricas.
"Este achado [...] fornece evidências da pira de cremação in situ mais antiga já conhecida, contendo os restos mortais de um adulto. É o exemplo mais antigo de piras intencionalmente construídas para cremar um corpo, algo não identificado previamente entre caçadores-coletores africanos desse período", destaca a publicação.
No
sítio arqueológico, as escavações revelaram vestígios de habitação de 21.000 anos atrás, além de sepulturas com inumações completas datadas entre 16.000 e 8.000 anos.
Há cerca de 9.500 anos, uma cremação isolada marcou uma mudança radical: cerca de 170 fragmentos ósseos encontrados em um depósito de cinzas indicam que se tratava de uma mulher adulta de baixa estatura, com idade entre 18 e 60 anos.
Os padrões de queima indicam que o corpo foi colocado na pira logo após a morte. Marcas de corte nos ossos dos membros sugerem desengordamento ou desmembramento, e a ausência de dentes ou
fragmentos do crânio aponta para a remoção da cabeça antes da cremação.
As evidências mostram que a cremação demandava um esforço comunitário, com a coleta de pelo menos 30 kg de combustível (madeira e grama) e o controle cuidadoso da temperatura, mantendo-a acima de 500 °C. As
ferramentas de pedra encontradas nas cinzas podem ter sido depositadas de forma ritual durante o processo.
Grandes fogueiras já haviam ocorrido no local séculos antes, e as pessoas retornaram para acender mais fogueiras sobre a pira por séculos depois, preservando seu significado ritual na memória coletiva.
Assim, o artigo conclui que esse tratamento elaborado, dedicado a uma única mulher, destaca a capacidade dos primeiros caçadores-coletores africanos de realizarem práticas mortuárias simbólicas complexas, utilizando fogo e a paisagem de maneiras mais intrincadas do que se imaginava.
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