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Servidores da Abin veem risco às eleições brasileiras após ofensiva dos EUA na Venezuela, diz mídia
Servidores da Abin veem risco às eleições brasileiras após ofensiva dos EUA na Venezuela, diz mídia
Sputnik Brasil
A invasão armada dos EUA à Venezuela pode ter impacto direto no ambiente político e institucional brasileiro, às vésperas das eleições nacionais, segundo... 07.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-07T17:11-0300
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A reportagem divulgada nesta quarta-feira (7) relata que agentes entrevistados afirmaram que a ação militar dos Estados Unidos contra o governo do presidente Nicolás Maduro, sequestrado e levado para ser julgado em Nova York, não é um episódio isolado, mas parte de mudança profunda na ordem internacional.O interesse crescente em recursos naturais estratégicos, como gás e terras raras, pelos EUA gera apreensão em relação ao processo eleitoral brasileiro, segundo os agentes.O relatório anual de ameaças divulgado pela agência no fim de 2025 já apontava riscos associados à atuação de agentes estrangeiros e de grandes plataformas digitais no ambiente informacional, que pode piorar com a intervenção na Venezuela.A União dos Profissionais de Inteligência de Estado (Intelis), entidade representativa de servidores da agência, afirmou em nota que a falta de recursos e investimento em inteligência institucional em eventos cruciais, como as eleições nacionais de 2026, deixam a Abin "de mãos atadas, sem condições tecnológicas, orçamentárias e normativas para exercer suas funções essenciais de assessoramento estratégico e proteção nacional". Ainda segundo o texto, a falta de recursos orçamentários, a partir de 2020, após corte expressivo no número de fontes da agência no exterior, prejudica o levantamento de diagnósticos mais precisos para antecipar decisões estratégicas de outros países.Outro ponto apontado pelos servidores na matéria é a ausência de adidos de inteligência em postos estratégicos, como na própria Venezuela, após o fechamento da embaixada brasileira durante o governo de Jair Bolsonaro. "A fonte mais nova que a gente tem hoje deve ter sete ou oito anos. Desde então, praticamente não houve crescimento", disse um servidor. "É trabalhar no escuro".O aparelhamento ocorrido durante o governo Jair Bolsonaro, com uso político da inteligência e da chamada operação da "Abin paralela", atribuída ao então diretor-geral Alexandre Ramagem, também foi relatado pelos servidores.
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Servidores da Abin veem risco às eleições brasileiras após ofensiva dos EUA na Venezuela, diz mídia
17:11 07.01.2026 (atualizado: 18:21 07.01.2026) A invasão armada dos EUA à Venezuela pode ter impacto direto no ambiente político e institucional brasileiro, às vésperas das eleições nacionais, segundo servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ouvidos pelo site ICL Notícias.
A reportagem divulgada nesta quarta-feira (7) relata que agentes entrevistados afirmaram que a ação militar dos Estados Unidos contra o governo do presidente Nicolás Maduro, sequestrado e levado para ser julgado em Nova York, não é um episódio isolado, mas parte de mudança profunda na ordem internacional.
O interesse crescente em recursos naturais estratégicos, como gás e terras raras, pelos EUA gera apreensão em relação ao processo eleitoral brasileiro, segundo os agentes.
O
relatório anual de ameaças divulgado pela agência no fim de 2025 já apontava riscos associados à atuação de agentes estrangeiros e de grandes plataformas digitais no ambiente informacional, que pode piorar com a intervenção na Venezuela.
"Em conversas reservadas, agentes afirmam que há uma preocupação real dentro da agência com a possibilidade de interferência direta dos EUA nas eleições brasileiras. 'É quase garantido que vai interferir, nem que seja por desinformação, propaganda ou dinheiro', disse um dos servidores".
A União dos Profissionais de Inteligência de Estado (Intelis), entidade representativa de servidores da agência, afirmou em nota que a falta de recursos e investimento em inteligência institucional em eventos cruciais, como as eleições nacionais de 2026, deixam a Abin "de mãos atadas, sem condições tecnológicas, orçamentárias e normativas para exercer suas funções essenciais de assessoramento estratégico e proteção nacional".
Ainda segundo o texto, a
falta de recursos orçamentários, a partir de 2020, após corte expressivo no número de fontes da agência no exterior, prejudica o levantamento de diagnósticos mais precisos para
antecipar decisões estratégicas de outros países.Outro ponto apontado pelos servidores na matéria é a ausência de adidos de inteligência em postos estratégicos, como na própria Venezuela, após o fechamento da embaixada brasileira durante o governo de Jair Bolsonaro.
"A fonte mais nova que a gente tem hoje deve ter sete ou oito anos. Desde então, praticamente não houve crescimento", disse um servidor. "É trabalhar no escuro".
O
aparelhamento ocorrido durante o governo Jair Bolsonaro, com uso político da inteligência e da chamada operação da "Abin paralela", atribuída ao então diretor-geral
Alexandre Ramagem, também foi relatado pelos servidores.
"Além de desgastar a imagem da Abin, o aparelhamento teria comprometido sua capacidade técnica, afastado profissionais e travado investimentos estruturantes. Para eles [servidores ouvido], a agência ainda não conseguiu se recompor plenamente desse processo", diz um trecho da reportagem.
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