DNA (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil, 1920
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Achado no Iraque revela que reis da Babilônia buscaram restaurar edifícios monumentais como zigurate (IMAGENS)

Ruínas perto do zigurate babilônico em Kish, no Iraque - Sputnik Brasil, 1920, 08.01.2026
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Na antiga cidade de Kish, no Iraque, arqueólogos descobriram algo que comprovou que o grande rei da Babilônia, Nabucodonosor II, não só tornou a cidade próspera, como também buscou preservar importantes edifícios monumentais, como o zigurate, lê-se no artigo no portal Arkeonews.
De acordo com a publicação, os cientistas descobriram dois cilindros de argila na antiga cidade de Kish, no Iraque, que lançam luz sobre as ambições arquitetônicas do antigo governante babilônico que viveu nos anos 604–562 a.C.
As inscrições nos dois cilindros de argila indicam que o rei Nabucodonosor II, famoso por transformar a cidade da Babilônia em uma das civilizações mais avançadas do mundo antigo, buscou não apenas construir novos edifícios magníficos, como por exemplo os Jardins Suspensos, mas também restaurar a herança cultural de seus ancestrais.
O texto decifrado nos dois cilindros indica que o rei restaurou o monumental zigurate da cidade.
Cilindros com inscrições antigas encontradas em ruínas perto do zigurate babilônico em Kish, no Iraque - Sputnik Brasil, 1920, 07.01.2026
Cilindros com inscrições antigas encontradas em ruínas perto do zigurate babilônico em Kish, no Iraque
Os cilindros foram encontrados em Tell al-Ukhaimir, em um monte onde estão as ruínas de Kish, que outrora foi um poderoso centro político e religioso. O zigurate ali era dedicado ao deus da guerra, Zababa, e à deusa Ishtar, figuras intimamente associadas ao poder, proteção e legitimidade real.
No entanto, mais tarde, o zigurate foi parcialmente destruído e vários governantes babilônicos tentaram restaurar o magnífico edifício. No entanto, os esforços não ajudaram e, antes de Nabucodonosor II chegar ao poder, o zigurate permaneceu em um estado dilapidado.
"Os cilindros indicam que Nabucodonosor II retornou ao monumento após séculos de erosão e destruição, determinado a restaurar seu significado sagrado", diz o texto.
As inscrições nos cilindros descrevem como as paredes do zigurate enfraqueceram e a chuva lavou a alvenaria — um destino familiar para edifícios de tijolos de barro em toda a Mesopotâmia.
Sentindo inspiração divina, ele reparou as áreas danificadas, reforçou a estrutura e "decorou seu exterior para brilhar como a luz do dia" para os deuses da diversão e Ishtar, diz a publicação.
Cilindros com inscrições antigas encontradas em ruínas perto do zigurate babilônico em Kish, no Iraque - Sputnik Brasil, 1920, 07.01.2026
Cilindros com inscrições antigas encontradas em ruínas perto do zigurate babilônico em Kish, no Iraque
Para os governantes da Mesopotâmia, a restauração de antigos templos e zigurates não era apenas um ato político, mas também um dever sagrado. Para restaurar o zigurate destinado a renovar o mundo, confirmam os cientistas.
Esperava-se que os reis mantivessem a "ordem cósmica", honrassem os deuses e protegessem a continuidade do culto. Ao restaurar monumentos veneráveis, eles se associaram a governantes anteriores e fortaleceram sua legitimidade.
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