- Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2026
Heróis e traidores da história da América Latina
A história das nações é escrita por seus heróis. Mas cada herói enfrenta traidores. A Sputnik resume as histórias de alguns desses confrontos.

Celia Sánchez: a flor mais autêntica da Revolução Cubana

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Celia Sánchez: a flor mais autêntica da Revolução Cubana - Sputnik Brasil, 1920, 09.01.2026
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Nascida em 1920 em uma família de médicos, perdeu a mãe ainda jovem e, ao lado do pai, deu os primeiros passos na política em defesa dos desfavorecidos e oprimidos. Desde a infância, testemunhou a pobreza e se identificou com as ideias de José Martí.
No início dos anos 1950, envolveu-se na luta política contra o regime de Fulgencio Batista e integrou o Movimento 26 de Julho. Em 1957, tornou-se a primeira mulher a se juntar ao Exército Rebelde como combatente, participando do ataque ao quartel de El Uvero, a primeira grande batalha das forças revolucionárias.
Celia coordenou os preparativos na província de Oriente para o desembarque do grupo de revolucionários liderado por Fidel Castro, vindo do iate Granma. Posteriormente, ao lado de Frank País, organizou o primeiro reforço enviado aos guerrilheiros na Sierra Maestra.
"Quanto à Sierra, quando se escrever a história desta etapa revolucionária, na capa terão que aparecer dois nomes: David [pseudônimo de Frank País] e Norma [pseudônimo de Celia Sánchez]", diz uma carta escrita pelos guerrilheiros na Sierra Maestra.
Após a vitória da Revolução, Celia atuou na Secretaria do Conselho de Ministros de Cuba e nas estruturas do Conselho de Estado. Foi também membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba. Faleceu em 1980, e, dez anos depois, foi inaugurado o Museu Casa Natal Celia Sánchez em sua homenagem.
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