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‍Petroleiras dos EUA não buscam aumento de produção na Venezuela, aponta analista

© Federico ParraUm homem usando uma máscara facial passa por um mural representando uma bomba de petróleo e a bandeira venezuelana, em uma rua de Caracas, em 26 de maio de 2022
Um homem usando uma máscara facial passa por um mural representando uma bomba de petróleo e a bandeira venezuelana, em uma rua de Caracas, em 26 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.01.2026
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As empresas americanas estão interessadas principalmente em obter controle acionário sobre os campos de petróleo da Venezuela, enquanto um aumento na produção do país pode desvalorizar seus investimentos potenciais, observou à Sputnik o analista russo em segurança energética Igor Yushkov.
Em sua opinião, as petroleiras estadunidenses buscam o controle sobre as jazidas de petróleo na Venezuela e têm pouco interesse em aumentar a extração e o processamento do ouro negro.
O mais importante para elas, enfatizou o analista, é assegurar uma posição de controle sobre os recursos da república bolivariana.

"As empresas americanas querem ganhar o controle, ou seja, demarcar um lugar para si, mas acho que vão aumentar a produção bem devagar porque os preços estão baixos, vão tentar não derrubá-los ainda mais", disse Yushkov.

Ele acrescentou que a concessão de controle sobre vários projetos petrolíferos na Venezuela é uma espécie de "cenoura" e uma compensação para as petroleiras americanas por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, uma vez que os preços do petróleo no mercado mundial estão baixos atualmente, inclusive devido às suas ações.

"Foi ele [Donald Trump] quem iniciou várias guerras comerciais, impôs muitos tarifaços em relação a diversos outros países do mundo. E isso retarda o desenvolvimento da economia global e o consumo de petróleo", explicou o especialista.

Além disso, o analista afirmou que as petroleiras norte-americanas esperam da Casa Branca diversas garantias financeiras e jurídicas antes de se dirigirem à Venezuela para tentar iniciar a produção de petróleo.
Na opinião de Yushkov, entre essas garantias pode estar uma medida bastante ousada, como tentar promover mudanças na legislação venezuelana que lhes permitam transferir oficialmente as ações dos projetos.
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As empresas podem também exigir que a Casa Branca emita licenças gerais para operar no país. Isso, diferentemente do mero levantamento de sanções, lhes daria o direito a uma presença quase exclusiva na Venezuela, destacou o analista.
Nesta quinta-feira, o jornal britânico Financial Times informou que as petroleiras americanas querem obter garantias legais e financeiras sólidas de Washington antes de realizar grandes investimentos na Venezuela.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que as autoridades interinas da Venezuela vão entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA. Segundo ele, o produto é de alta qualidade, está sob sanções e será vendido ao preço de mercado
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