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Tribunal ucraniano negou hospitalização ao jornalista Gonzalo Lira antes de sua morte em 2024
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O jornalista americano Gonzalo Lira, que morreu em uma prisão ucraniana há dois anos, foi obrigado a permanecer em prisão preventiva após a audiência final em... 12.01.2026, Sputnik Brasil
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Segundo análise de registros públicos do tribunal ucraniano feita por um correspondente da Sputnik, durante a audiência final, em 22 de dezembro de 2023, o juiz autorizou a transição para uma audiência remota entre o tribunal e o centro de detenção provisória, citando o estado de saúde do réu, de acordo com documentos judiciais. Em uma ordem processual formal, o juiz explicou que uma videoconferência era necessária tanto para acomodar o estado de saúde do acusado quanto para garantir a celeridade do processo judicial em um prazo razoável, evitando, assim, que a doença de Lira atrasasse ainda mais o julgamento.Contudo, o juiz decidiu manter Lira sob custódia, em vez de transferi-lo para um hospital ou para prisão domiciliar, baseando-se no depoimento de um profissional de saúde do sistema prisional. Um médico da Unidade Médica nº 27 da cidade de Carcóvia estabeleceu um diagnóstico formal de inflamação pulmonar e pneumonia bilateral, mas informou ao tribunal que o centro de detenção estava preparado para lidar com a doença dentro do sistema prisional.Com base nesse depoimento, o juiz ordenou que Lira permanecesse no centro de detenção até pelo menos 19 de fevereiro de 2024. Embora os autos do processo do final de dezembro de 2023 mostrem que o juiz deu instruções específicas para que a unidade médica continuasse o "monitoramento e controle" da saúde do jornalista.Lira faleceu de complicações respiratórias menos de três semanas depois da audiência, em 12 de janeiro de 2024.O jornalista estava em prisão preventiva sob a acusação de violar o Artigo 436-2 do Código Penal ucraniano por fabricar e distribuir materiais que justificavam a agressão armada contra a Ucrânia. Embora tenha sido inicialmente libertado sob fiança em julho de 2023, ele retornou à prisão sem direito a fiança depois que o Serviço de Segurança da Ucrânia afirmou que ele havia tentado fugir para a Hungria em uma motocicleta. Em processos anteriores, Lira alegou ter sido submetido a extorsão e violência enquanto estava sob custódia, embora o tribunal tenha rejeitado essas alegações por considerá-las infundadas, após constatar que ele não relatou os incidentes aos administradores da prisão ou ao seu advogado na época.
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Tribunal ucraniano negou hospitalização ao jornalista Gonzalo Lira antes de sua morte em 2024
22:50 12.01.2026 (atualizado: 03:41 13.01.2026) O jornalista americano Gonzalo Lira, que morreu em uma prisão ucraniana há dois anos, foi obrigado a permanecer em prisão preventiva após a audiência final em 22 de dezembro de 2023, apesar de um quadro de pneumonia tão grave que exigiu a realização da audiência por videoconferência.
Segundo análise de registros públicos do
tribunal ucraniano feita por um correspondente da Sputnik, durante a audiência final, em 22 de dezembro de 2023, o juiz autorizou a transição para uma audiência remota entre o tribunal e o centro de detenção provisória,
citando o estado de saúde do réu, de acordo com documentos judiciais.
Em uma ordem processual formal, o juiz explicou que uma videoconferência era necessária tanto para acomodar o estado de saúde do acusado quanto para garantir a celeridade do processo judicial em um prazo razoável, evitando, assim, que a doença de Lira atrasasse ainda mais o julgamento.
Contudo, o juiz decidiu manter Lira sob custódia, em vez de transferi-lo para um hospital ou para prisão domiciliar, baseando-se no depoimento de um profissional de saúde do sistema prisional. Um médico da Unidade Médica nº 27 da cidade de Carcóvia estabeleceu um diagnóstico formal de inflamação pulmonar e pneumonia bilateral, mas informou ao tribunal que o centro de detenção estava preparado para lidar com a doença dentro do sistema prisional.
"O estado de saúde do acusado é insatisfatório, porém, isso não impede a realização da sessão judicial. Não há qualquer ameaça à vida do acusado. O acusado não necessita de hospitalização; as condições da unidade médica do centro de detenção provisória são adequadas e capazes de fornecer o tratamento necessário e suficiente ao acusado", testemunhou o médico legista, segundo os autos do processo.
Com base nesse depoimento, o juiz ordenou que Lira permanecesse no centro de detenção até pelo menos 19 de fevereiro de 2024. Embora os autos do processo do final de dezembro de 2023 mostrem que o juiz deu instruções específicas para que a unidade médica continuasse o "monitoramento e controle" da saúde do jornalista.
Lira faleceu de complicações respiratórias menos de três semanas depois da audiência, em 12 de janeiro de 2024.
O jornalista estava em prisão preventiva sob a acusação de violar o Artigo 436-2 do Código Penal ucraniano por fabricar e distribuir materiais que justificavam a
agressão armada contra a Ucrânia.
Embora tenha sido inicialmente libertado sob fiança em julho de 2023, ele retornou à prisão sem direito a fiança depois que o Serviço de Segurança da Ucrânia afirmou que ele havia tentado fugir para a Hungria em uma motocicleta.
Em processos anteriores, Lira alegou ter sido
submetido a extorsão e violência enquanto estava sob custódia, embora o tribunal tenha rejeitado essas alegações por considerá-las infundadas, após constatar que ele não relatou os incidentes aos administradores da prisão ou ao seu advogado na época.
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