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Autoridade iraniana responsabiliza Trump e Netanyahu por mortes em protestos

© AP Photo / Alex BrandonO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (à esq.), em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro de 2025
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (à esq.), em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 13.01.2026
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, atribuiu, nesta terça-feira (13), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a responsabilidade "pelos assassinatos do povo iraniano" durante protestos no país.
Em uma publicação na rede social X, Larijani listou aqueles que ele acredita serem os responsáveis pelas mortes no Irã nas últimas semanas.

"Nós declaramos os nomes dos principais assassinos de pessoas do Irã: 1 - Trump; 2 - Netanyahu."

Larijani republicou um post de Trump feito na Truth Social momentos antes, no qual o presidente dos Estados Unidos afirma ter rompido diálogos com Teerã, pede para manifestantes continuarem os protestos e destaca que "a ajuda está a caminho".

"Patriotas iranianos, continuem protestando — tomem as suas instituições!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Eu cancelei todas as reuniões com representantes iranianos até que esta matança sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho. MIGA [sigla em inglês para "Faça o Irã Grande Novamente]."

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Os protestos eclodiram no Irã no final de dezembro de 2025, em meio a preocupações com a inflação crescente provocada pela desvalorização da moeda local, o rial iraniano. Desde 8 de janeiro, após apelos de Pahlavi, as marchas de protesto se intensificaram.
Em diversas cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia, embora as autoridades federais tenham declarado em 12 de janeiro que a situação estava sob controle. Uma fonte de segurança iraniana disse à Sputnik que mais de 500 pessoas, incluindo policiais e membros do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), foram mortas durante os distúrbios.
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