https://noticiabrasil.net.br/20260113/campanhas-eleitorais-jogam-com-o-medo-o-peso-do-ataque-a-venezuela-nas-eleicoes-brasileiras-47000944.html
'Campanhas eleitorais jogam com o medo': o peso do ataque à Venezuela nas eleições brasileiras
'Campanhas eleitorais jogam com o medo': o peso do ataque à Venezuela nas eleições brasileiras
Sputnik Brasil
Em entrevista ao podcast Jabuticaba sem Caroço, da Sputnik Brasil, analistas apontam que no pleito deste ano há boas chances da oposição usar o episódio na... 13.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-13T16:00-0300
2026-01-13T16:00-0300
2026-01-13T16:00-0300
notícias do brasil
brasil
eleições
américas
cilia flores
donald trump
hugo chávez
caracas
venezuela
brics
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/01/0d/47001348_0:0:3077:1731_1920x0_80_0_0_df36718ce9bea37527d0f1c031312f7f.jpg
Após posicionar uma grande frota marítima nos mares ao redor da Venezuela, e "testar as águas" com ataques injustificados à embarcações em águas internacionais, no dia 3 de janeiro os Estados Unidos realizaram um ataque à capital venezuelana de Caracas, no qual sequestraram o presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.Sob argumentos de combate ao narcotráfico e restaurar a democracia no país, a Casa Branca tampouco escondeu a sua verdadeira motivação, a retomada do controle norte-americano sobre o de petróleo venezuelano, estatizado em 2007 pelo então presidente Hugo Chávez (1999-2013).O episódio movimentou a política brasileira nas tradicionais linhas político-partidárias. Partidos e movimentos de esquerda se posicionaram ao lado do governo de Maduro. De maneira institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rechaçou duramente o ataque classificando como uma "afronta gravíssima" à soberania de uma nação e "um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional".Já os principais cotados como presidenciáveis pela oposição – Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr (PSD) – exaltaram a ação como uma suposta restauração da democracia no país.Para Luiz Javier Ruiz, analista internacional e cientista político venezuelano, a agressão sofrida pela Venezuela será utilizada pela oposição nas eleições brasileiras para "aterrorizar a população", ao argumentarem que se Lula for reeleito, o Brasil pode ter o mesmo destino de Caracas."Dentro das campanhas eleitorais também se joga com a contrapropaganda, se joga com o medo [...]. O tipo de medo que permite que seu voto seja condicionado, tentando evitar que o que aconteceu na Venezuela também se repita no Brasil", afirmou Ruiz ao Jabuticaba Sem Caroço, podcast da Sputnik Brasil.Ele lembra que essa tática de aproximar o destino das duas nações foi utilizada, sem sucesso, em eleições passadas e, portanto, não é possível dizer que surtirá efeito. Até porque, diz, um ataque ao Brasil seria um "escândalo internacional de maiores proporções" do que o caso venezuelano.Ao programa, Vitor Stuart de Pieri, professor do Departamento de Geografia Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), explica que a questão venezuelana não é vista pelo eleitorado brasileiro como um tema de política externa, mas sim como algo que pode influenciar a economia doméstica e o bem-estar do país.Para o eleitor conservador, assusta a conivência ideológica de Lula com a Venezuela , enquanto o progressista, sejam apoiadores ou críticos de Maduro, há a rejeição da ideia de intervenção militar estrangeira."A Venezuela entra indiretamente como uma narrativa de medo ou de advertência, mas quem vai decidir no final é a economia, é o bem-estar da população."
https://noticiabrasil.net.br/20260106/justica-norte-americana-recua-e-maduro-nao-e-acusado-de-liderar-suposto-cartel-de-drogas-46802429.html
https://noticiabrasil.net.br/20260113/efeito-domino-a-intervencao-dos-eua-na-venezuela-impacta-o-debate-politico-no-brasil-46992222.html
https://noticiabrasil.net.br/20260112/bases-de-noronha-e-natal-eua-podem-usar-o-argumento-do-direito-historico-para-intervir-no-brasil-46973768.html
brasil
caracas
venezuela
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/01/0d/47001348_344:0:3075:2048_1920x0_80_0_0_130e4d8f0f515dd74da01b28c9fdd625.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
brasil, eleições, américas, cilia flores, donald trump, hugo chávez, caracas, venezuela, brics, android, oposição, exclusiva, podcast, jabuticaba sem caroço, luiz inácio lula da silva
brasil, eleições, américas, cilia flores, donald trump, hugo chávez, caracas, venezuela, brics, android, oposição, exclusiva, podcast, jabuticaba sem caroço, luiz inácio lula da silva
'Campanhas eleitorais jogam com o medo': o peso do ataque à Venezuela nas eleições brasileiras
Especiais
Em entrevista ao podcast Jabuticaba sem Caroço, da Sputnik Brasil, analistas apontam que no pleito deste ano há boas chances da oposição usar o episódio na Venezuela para incutir no eleitor o medo de que uma reeleição de Lula leve à uma agressão dos EUA ao Brasil.
Após posicionar uma grande frota marítima nos mares ao redor da Venezuela, e "testar as águas" com ataques injustificados à embarcações em águas internacionais, no dia 3 de janeiro os Estados Unidos realizaram um ataque à capital venezuelana de Caracas, no qual sequestraram o presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.
Sob argumentos de combate ao narcotráfico e restaurar a democracia no país, a Casa Branca tampouco escondeu a sua verdadeira motivação, a retomada do controle norte-americano sobre o de petróleo venezuelano, estatizado em 2007 pelo então presidente Hugo Chávez (1999-2013).
O episódio
movimentou a política brasileira nas tradicionais linhas político-partidárias. Partidos e movimentos de esquerda se posicionaram ao lado do governo de Maduro.
De maneira institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rechaçou duramente o ataque classificando como uma "afronta gravíssima" à soberania de uma nação e "um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional".
Já os principais cotados como presidenciáveis pela oposição – Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr (PSD) – exaltaram a ação como uma suposta restauração da democracia no país.
Para Luiz Javier Ruiz, analista internacional e cientista político venezuelano, a agressão sofrida pela Venezuela será utilizada pela oposição nas eleições brasileiras para "aterrorizar a população", ao argumentarem que se Lula for reeleito, o Brasil pode ter o mesmo destino de Caracas.
"Dentro das campanhas eleitorais também se joga com a contrapropaganda,
se joga com o medo [...]. O tipo de medo que permite que seu voto seja condicionado, tentando evitar que o que aconteceu na Venezuela também se repita no Brasil", afirmou Ruiz ao
Jabuticaba Sem Caroço, podcast da Sputnik Brasil.
Ele lembra que essa tática de aproximar o destino das duas nações foi utilizada, sem sucesso, em eleições passadas e, portanto, não é possível dizer que surtirá efeito. Até porque, diz, um ataque ao Brasil seria um "escândalo internacional de maiores proporções" do que o caso venezuelano.
"Não somente por sua extensão geográfica e o caráter de potência emergente que tem o Brasil na América do Sul, mas porque também é membro dos BRICS."
Ao programa,
Vitor Stuart de Pieri, professor do Departamento de Geografia Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), explica que a questão venezuelana não é vista pelo eleitorado brasileiro como um
tema de política externa, mas sim como algo que pode influenciar a economia doméstica e o bem-estar do país.
Para o eleitor conservador, assusta a conivência ideológica de Lula com a Venezuela , enquanto o progressista, sejam apoiadores ou críticos de Maduro, há a rejeição da ideia de
intervenção militar estrangeira."A Venezuela entra indiretamente como uma narrativa de medo ou de advertência, mas quem vai decidir no final é a economia, é o bem-estar da população."
"Então, a diplomacia do Lula não será julgada pela questão da Venezuela, mas pela capacidade de manter o Brasil fora de guerras, de crises migratórias e de sanções. O Lula, trazendo esse debate mais equilibrado, vai conquistar o eleitor médio. O eleitor médio hoje quer estabilidade, ele não quer alinhamento ideológico."
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).