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Mídia: ansiedade ocidental cresce com avanço da China nas cadeias de minerais estratégicos

© AP Photo / Ng Han GuanEquipamentos pesados ​​movimentam terra em Ganzhou, na província de Jiangxi, no sul da China, 19 de março de 2025
Equipamentos pesados ​​movimentam terra em Ganzhou, na província de Jiangxi, no sul da China, 19 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 13.01.2026
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A reunião convocada pelo Tesouro dos EUA para discutir a segurança das cadeias de suprimento de minerais críticos expôs a crescente pressão de Washington para reduzir a dependência das terras raras chinesas, reacendendo tensões geopolíticas e preocupações sobre a resiliência industrial global.
Embora o comunicado oficial do Tesouro norte-americano não mencionasse a China, a iniciativa foi amplamente interpretada por veículos ocidentais como uma resposta à dominância chinesa no setor de terras raras. Reportagens da Reuters e da Bloomberg reforçaram essa leitura ao destacar que Washington buscava incentivar parceiros a reduzir a dependência de minerais provenientes da China.
Entretanto, especialistas chineses afirmaram ao Global Times (GT) que essa postura revela a ansiedade de países ocidentais diante das vantagens competitivas da China, defendendo que desafios estruturais só podem ser superados por meio de cooperação ampla, e não por blocos políticos restritos.
A associação do encontro à indústria chinesa de terras raras ganhou força com relatos de que ministros das Finanças discutiram medidas como preços mínimos e novas parcerias para diversificar o fornecimento. Para o pesquisador Jian Junbo, da Universidade de Fudan, que falou ao GT, o foco implícito na China evidencia tanto a dependência quanto a preocupação dos países ocidentais em relação ao domínio chinês no setor.
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Jian argumentou que a narrativa norte-americana sobre vulnerabilidade das cadeias de suprimentos reflete a já conhecida estratégia de "redução de riscos" voltada à China, lembrando que os controles de exportação chineses seguem normas legais e regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Autoridades chinesas reiteraram que tais controles não equivalem a proibições e que pedidos legítimos continuam sendo aprovados.
Analistas destacaram que diferenças de recursos, capacidades fiscais e perfis de demanda tornam a cooperação prática complexa, especialmente em um setor cuja cadeia de valor é extensa e altamente especializada.
Pesquisadores chineses, como Gao Lingyun, insistiram que abordagens baseadas em blocos dificilmente vão garantir segurança real às cadeias de suprimentos, defendendo colaboração global enquanto, paralelamente, autoridades japonesas reforçaram a necessidade de reduzir a dependência da China. A China reafirmou ainda seu compromisso com cadeias globais estáveis e seguras, pedindo que todas as partes atuem de forma construtiva.
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