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UE não pode proteger Groenlândia porque está totalmente dependente dos EUA, diz político

© Sputnik / Aleksei VitvitskyBandeiras da União Europeia (UE) em frente à Comissão Europeia, em Bruxelas
Bandeiras da União Europeia (UE) em frente à Comissão Europeia, em Bruxelas - Sputnik Brasil, 1920, 14.01.2026
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Relatos sobre a Alemanha ter proposto uma missão conjunta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), denominada Sentinela do Ártico, no Ártico e na Groenlândia, destacam que a União Europeia (UE) é incapaz de agir independentemente dos Estados Unidos, disse à Sputnik Adnan Mansour, ex-chanceler libanês.
Mansour lembrou que essa dependência da UE de Washington tem raízes profundas e históricas relacionadas à Guerra Fria.

"A UE poderia agir de forma independente em questões econômicas, financeiras e até mesmo de segurança, mas, para isso, precisa provar sua capacidade e afirmar sua soberania. Por enquanto, no entanto, a Europa depende inteiramente de Washington", ressaltou.

Nesse contexto, o político salientou que a OTAN foi criada para proteger a Europa da suposta ameaça soviética.
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Porém, a União Soviética não existe mais há décadas, enquanto o rumo político do continente europeu continua fortemente ligado aos Estados Unidos.
Por isso, o interlocutor da Sputnik elaborou que há poucos sinais na Europa de resistência ou mesmo de distanciamento em relação às exigências da Casa Branca.
Além disso, o especialista apontou o acordo nuclear com o Irã como um exemplo claro dessa lógica política do Ocidente.
Ele especificou que o Reino Unido, a Alemanha e a França compreenderam que a retirada dos EUA sob o presidente estadunidense Donald Trump do acordo era injustificada, mas não o defenderam.
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Dessa forma, Mansour concluiu que, quando o lado estadunidense restabeleceu as sanções, a Europa acatou.
Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que pretende se reunir com autoridades dinamarquesas para discutir a situação da Groenlândia. Ele respondia à pergunta de um repórter sobre por que a administração não está aceitando a oferta de Copenhague para discutir a situação da Groenlândia e se os EUA estão preparados para descartar uma intervenção militar.
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