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Mídia: acordo Mercosul–UE deve valer no 2º semestre, diz Alckmin, que mira novos tratados

© Sputnik Brasil / Guilherme CorreiaO vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante evento empresarial. São Paulo, 19 de agosto de 2025
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante evento empresarial. São Paulo, 19 de agosto de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 15.01.2026
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Geraldo Alckmin afirmou esperar que o acordo Mercosul-UE entre em vigor no segundo semestre, após a assinatura no Paraguai e a aprovação nos parlamentos. Ele também destacou avanços em tratativas com novos parceiros, além de defender a continuidade das negociações comerciais com os EUA.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou esperar que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) entre em vigor no segundo semestre deste ano. Segundo ele, após a assinatura prevista para sábado no Paraguai, caberá ao Parlamento Europeu e ao Congresso brasileiro aprovarem as leis necessárias para a implementação do tratado.
O vice-presidente também anunciou que um acordo entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos já está encaminhado.

"[Está] entabulado já [o acordo] Mercosul e Emirados Árabes Unidos, estamos trabalhando com o Canadá, com a Índia e com o México. Preferências tarifárias, com a Índia, não é livre comércio", disse Alckmin, destacando que a agenda de integração comercial do bloco está avançando em várias frentes.

O vice-presidente avaliou ainda que o acordo Mercosul-UE não prejudica as negociações do Brasil com os Estados Unidos. Segundo ele, o governo segue trabalhando para reduzir tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros, mesmo após a retirada de parte das sobretaxas.
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Questionado sobre a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aplicar tarifas de 25% a países que comercializam com o Irã, Alckmin afirmou que o fluxo brasileiro com Teerã é pequeno, mas que o Brasil atua para evitar a medida. O tema, disse, está sendo conduzido pelo Ministério das Relações Exteriores.

O acordo Mercosul–UE é negociado desde 1999 e tornou‑se o maior tratado comercial já articulado pelos dois blocos, mas sua ratificação enfrenta entraves ambientais e pressões políticas, sobretudo na UE. O texto foi concluído em 2019, porém países europeus exigiram garantias adicionais de sustentabilidade, enquanto o Mercosul resistiu a novas condicionantes. Mesmo assim, o pacto segue como prioridade estratégica e depende agora da aprovação dos parlamentos para entrar em vigor.

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