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Deputado aciona justiça para investigar Toffoli por participação ilegal em resort no Paraná
Deputado aciona justiça para investigar Toffoli por participação ilegal em resort no Paraná
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O deputado federal Sanderson (PL-RS) solicitou nesta quinta-feira (22) à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a... 22.01.2026, Sputnik Brasil
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Na ação, Sanderson afirma que há indícios de "participação econômica indireta ou sociedade de fato oculta" de Toffoli no empreendimento, que configuraria violação da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).Pela lei, os ministros não podem "exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou quotista". O CNJ não tem competência para investigar ministros do STF, mas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pode decidir pela apertura de inquérito. Mais cedo, Gonet arquivou pedido de deputados para Toffoli deixar a relatoria do Caso Master. O caso envolve investigação sobre possíveis fraudes envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) no ano passado, que era de propriedade de Daniel Vorcaro. O pedido de suspeição do caso foi feito pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) devido a uma viagem a Lima, no Peru, para o jogo da Libertadores, em novembro de 2025. Ele utilizou aeronave com o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor de Luiz Antônio Bull, diretor de compliance do Banco Master e investigado no caso.Reportagens da Folha de S.Paulo e do Estado de S. Paulo apontaram que o cunhado de Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel comprou, em 2021, parte da participação de dois irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no valor de R$ 6,6 milhões. A reportagem afirmou ainda que a empresa dos irmãos de Toffoli, Maridt, passou a ter o fundo ligado a Zettel como principal sócio. De acordo com o jornal O GLOBO, Toffoli passou 128 dias no resort em 2025, com direito à segurança do STF paga pelo erário. Já o portal Metrópoles reportou que os funcionários do Tayayá tratam Toffoli como dono do resort. Nos últimos dias, Toffoli reduziu o prazo para novos depoimentos e escolheu pessoalmente os peritos que analisarão as provas da fase mais recente da operação. A PF reagiu, pedindo apoio do governo para contestar a decisão, e a associação de delegados classificou as medidas do ministro como uma afronta às prerrogativas da corporação.Caso MasterEm novembro de 2025, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a operação Compliance Zero acusado de emitir títulos de crédito falsos.As investigações da PF foram iniciadas em 2024, após pedido do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Os referidos títulos teriam sido vendidos a outro banco e, "após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada", disse a PF.A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do BRB, do Banco Master e de diversos executivos investigados na Compliance Zero.
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Deputado aciona justiça para investigar Toffoli por participação ilegal em resort no Paraná
20:00 22.01.2026 (atualizado: 21:53 22.01.2026) O deputado federal Sanderson (PL-RS) solicitou nesta quinta-feira (22) à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a abertura de investigações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, sobre possível participação na compra do resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná.
Na ação, Sanderson afirma que há indícios de "participação econômica indireta ou sociedade de fato oculta" de Toffoli no empreendimento, que configuraria violação da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).
Pela lei, os ministros não podem "exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou quotista".
O CNJ não tem competência para investigar ministros do STF, mas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pode decidir pela apertura de inquérito.
Mais cedo, Gonet arquivou
pedido de deputados para
Toffoli deixar a relatoria do Caso Master. O caso envolve investigação sobre possíveis
fraudes envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) no ano passado, que era de propriedade de Daniel Vorcaro.
O pedido de suspeição do caso foi feito pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) devido a uma
viagem a Lima, no Peru, para o jogo da Libertadores, em novembro de 2025. Ele utilizou aeronave com o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor de Luiz Antônio Bull, diretor de compliance do Banco Master e investigado no caso.
Reportagens da Folha de S.Paulo e do Estado de S. Paulo apontaram que o
cunhado de Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel comprou, em 2021, parte da participação de dois irmãos de
Toffoli no resort Tayayá, no valor de R$ 6,6 milhões. A reportagem afirmou ainda que a empresa dos irmãos de Toffoli, Maridt, passou a ter o fundo ligado a Zettel como principal sócio.
De acordo com o jornal O GLOBO, Toffoli
passou 128 dias no resort em 2025, com direito à segurança do STF paga pelo erário. Já o portal Metrópoles
reportou que os funcionários do Tayayá tratam Toffoli como dono do resort.
Nos últimos dias, Toffoli
reduziu o prazo para novos depoimentos e escolheu pessoalmente os peritos que analisarão as provas da fase mais recente da operação. A PF reagiu, pedindo apoio do governo para contestar a decisão, e a associação de delegados classificou as medidas do ministro como uma
afronta às prerrogativas da corporação.
Em novembro de 2025, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a operação Compliance Zero acusado de emitir títulos de crédito falsos.
As investigações da PF foram iniciadas em 2024, após pedido do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Os referidos títulos teriam sido vendidos a outro banco e, "após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada", disse a PF.
A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do BRB, do Banco Master e de diversos executivos investigados na Compliance Zero.
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