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Marcas de mãos de 67.800 anos na Indonésia podem reescrever a história da arte humana (VÍDEO)

© REUTERS Handout/Ahdi Agus OktavianaO pesquisador Maxime Aubert examina uma antiga pintura rupestre em uma caverna de calcário chamada Liang Metanduno, em Muna, uma pequena ilha satélite ao largo da península sudeste da ilha indonésia de Sulawesi, 21 de janeiro de 2026
O pesquisador Maxime Aubert examina uma antiga pintura rupestre em uma caverna de calcário chamada Liang Metanduno, em Muna, uma pequena ilha satélite ao largo da península sudeste da ilha indonésia de Sulawesi, 21 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 22.01.2026
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Impressões de mãos encontradas em cavernas pouco exploradas de Sulawesi, na Indonésia, podem representar a arte rupestre mais antiga já identificada, de pelo menos 67.800 anos.
As marcas foram feitas soprando pigmento sobre mãos apoiadas na parede, criando estênceis, alguns deles com dedos propositalmente alongados ou pontiagudos.
A técnica e o cuidado presentes nas pinturas sugerem que a ilha abrigava uma cultura artística florescente. Para determinar a idade das obras, os pesquisadores analisaram crostas minerais formadas sobre os estênceis, método que reforçou a antiguidade excepcional das imagens.
A descoberta empolgou especialistas como a paleoantropóloga Genevieve von Petzinger, que celebrou o estudo e afirmou à AP que os resultados fazem sentido dentro do que já se conhece sobre a evolução da arte humana. A Indonésia, aliás, já era reconhecida por abrigar algumas das pinturas rupestres mais antigas do planeta.
As novas impressões superam registros anteriores, como marcas de 73 mil anos na África do Sul, e representam uma tradição mais complexa de arte rupestre. Segundo o pesquisador Maxime Aubert, autor do estudo publicado na revista Nature, os estênceis podem refletir uma prática cultural compartilhada entre grupos humanos da região.
A descoberta também contribui para a compreensão de quando os primeiros humanos passaram de simples marcas a representações mais elaboradas de si mesmos e do mundo. Essas pinturas ajudam a consolidar uma linha do tempo para o surgimento da criatividade simbólica.
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A autoria das mãos, no entanto, permanece incerta. Elas podem ter sido feitas por Denisovanos, que habitaram a região e possivelmente interagiram com Homo sapiens, ou por humanos modernos em migração. Detalhes como dedos intencionalmente modificados reforçam a intervenção humana consciente.
Outras figuras encontradas na mesma área — como um humano, um pássaro e animais semelhantes a cavalos — são muito mais recentes, de cerca de 4.000 anos. Pesquisadores acreditam que ilhas próximas possam revelar obras ainda mais antigas, e veem a descoberta como um ponto de partida para novas explorações sobre a história da arte e da humanidade.
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