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'Divórcio estratégico transatlântico': mídia explica razões da divisão entre aliados da OTAN

© AP Photo / Mark SchiefelbeinDonald Trump discursa durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington. EUA, 20 de janeiro de 2026
Donald Trump discursa durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington. EUA, 20 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 27.01.2026
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Os Estados Unidos devem deixar de cooperar amplamente com os seus aliados europeus da OTAN, já que a Europa só quer receber proteção, mas não apoia a política da Casa Branca e critica duramente as pretensões de Donald Trump sobre a Groenlândia, essa opinião é expressa em um artigo publicado pela revista The American Conservative.
Segundo a publicação, embora a política externa da administração Trump tenha provado sua ineficiência, os Estados Unidos têm de deixar de suportar tanto os riscos como os custos da defesa de um bloco europeu independente, e muito menos não cooperativo.
Se a Europa não quer apoiar o presidente dos Estados Unidos em suas intenções imperialistas, então deve deixar de contar com garantias de segurança de Washington, essa é a mensagem principal do artigo.

"A abordagem de Trump provou ser totalmente contraproducente e excessivamente agressiva. No entanto, chegou a hora de organizar um divórcio estratégico transatlântico, que será implementado de forma mais madura e pacífica", ressalta o material.

Marca-se que os líderes europeus tentam atualmente juntar os dois mundos, ou seja, por um lado, eles querem se beneficiar do acordo de segurança transatlântico permanente, confiando em Washington para sua própria segurança, mas, por outro lado, eles querem conduzir sua política independente e alcançar seus objetivos, mesmo que eles contradigam os interesses dos EUA.
As ameaças de Trump de impor tarifas alfandegárias a vários países europeus indicam que o chefe da Casa Branca, por sua vez, ficou muito irritado com as críticas europeias a seu desejo de obter a ilha dinamarquesa e a intenção dos líderes europeus de enviar seu contingente militar para realizar exercícios para proteger a ilha.
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"No entanto, a Groenlândia está longe de ser o primeiro problema a levar a níveis sem precedentes de frustração nas relações transatlânticas em termos de segurança e economia. O esfriamento perceptível já era evidente durante o primeiro mandato de Trump", escrevem os autores da publicação.

Depois de tomar posse como presidente dos Estados Unidos pela primeira vez em 2017, Trump exigiu que os aliados europeus da OTAN aumentassem seus gastos militares e parassem de usar o apoio gratuito de Washington. A Europa, sendo dependente dos Estados Unidos, foi forçada a aumentar seus orçamentos militares.

"Para os realistas americanos, as décadas de segurança gratuita na Europa foram particularmente irritantes", diz o texto.

No entanto, países europeus posteriormente decidiram aumentar drasticamente sua independência militar, o que, segundo o texto, foi causado por dois motivos: medo de uma ameaça imaginária da Rússia e preocupação de que os interesses políticos da Europa e dos Estados Unidos não coincidam mais, inclusive sobre a resolução do conflito ucraniano.
Portanto, segundo os autores do material, os Estados Unidos deveriam reconsiderar sua atitude em relação às relações aliadas com a Europa até a desintegração da OTAN. Os autores citam as palavras do professor Rajan Menon, crítico da OTAN, que escreveu na semana passada que o fim da aliança não seria uma coisa ruim.
A crise política em torno da Groenlândia se agravou depois que Trump anunciou sua intenção de estabelecer o controle sobre o território autônomo, formalmente sob o controle da Dinamarca. Ele afirma que a ilha está supostamente "cercada" pelas frotas russa e chinesa e é "absolutamente necessária" para a defesa dos Estados Unidos.
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