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Europa já não é o 'centro de gravidade' de Washington, afirma chefe da diplomacia da UE

© Sputnik / Stringer / Acessar o banco de imagensA primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, em coletiva de imprensa no encontro UE-ASEAN, em 14 de dezembro de 2022
A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, em coletiva de imprensa no encontro UE-ASEAN, em 14 de dezembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2026
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Kaja Kallas afirmou que a Europa deixou de ser o "centro de gravidade" de Washington, já que os EUA reorientam de forma permanente suas prioridades. Para a chefe da diplomacia da UE, o bloco precisa se adaptar e fortalecer seu pilar de defesa diante da crescente dependência do apoio norte‑americano.
A Europa já não é o "centro de gravidade" de Washington, uma vez que os Estados Unidos estão a mudar as suas prioridades de forma fundamental e permanente, afirmou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, nesta quarta-feira (28).

"A maior mudança nesta reorientação fundamental está a acontecer do outro lado do Atlântico. Uma reconsideração que abalou as bases da relação transatlântica. Queremos laços transatlânticos fortes, os EUA continuarão a ser parceiros e aliados da Europa, mas a Europa precisa se adaptar às novas realidades. A Europa já não é o principal centro de gravidade de Washington", disse Kallas na conferência anual da Agência Europeia de Defesa.

Esta mudança já está em curso há algum tempo e tem um caráter estrutural e permanente, acrescentou, afirmando ainda que, à luz deste contexto, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) precisa "tornar-se mais europeia para manter a sua força".

"Em resumo, precisamos sincronizar nossos esforços com a OTAN para nos complementarmos e demonstrar como um pilar europeu distinto agrega valor por meio de uma maior partilha de responsabilidades e fortalecimento militar em nosso continente", disse o chefe da diplomacia.

A Europa precisa garantir que suas iniciativas de segurança e defesa permaneçam complementares à OTAN, acrescentou Kallas.
Bandeiras da União Europeia (UE) em frente à Comissão Europeia, em Bruxelas - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2026
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Na segunda-feira (26), o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante uma discussão com parlamentares da União Europeia (UE), pediu a Bruxelas que deixasse de pensar que a UE é capaz de se defender sem os EUA, destacando a importância do "guarda-chuva nuclear" norte-americano para a Europa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou repetidamente a Europa de não fazer o suficiente para se defender. Ele criticou os aliados europeus por gastarem muito pouco em defesa e exigiu que aumentassem os gastos para 5% do produto interno bruto (PIB). Na cúpula da OTAN em Haia, em junho, os aliados concordaram em elevar sua meta de gastos para 3,5%, com outro 1,5% destinado a áreas correlatas, como segurança cibernética e infraestrutura rodoviária essencial.
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