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Chefe da OTAN diz que Dinamarca investiu bilhões em equipamentos militares dos EUA para se proteger

© AP Photo / Darko BandicO secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, durante coletiva de imprensa em Zagreb, na Croácia, em janeiro de 2026
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, durante coletiva de imprensa em Zagreb, na Croácia, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 12.01.2026
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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, disse nesta segunda-feira (12) que a Dinamarca investiu bilhões em equipamentos militares fabricados nos Estados Unidos para fortalecer a defesa de seus territórios, incluindo a Groenlândia.
Durante coletiva de imprensa em Zagreb, na Croácia, ao lado do primeiro-ministro do país, Andrej Plenkovic, Rutte admitiu que parte dos territórios defendidos pelos armamentos norte-americanos é a Groenlândia, alvo de assédios de Washington.

"Neste momento, vemos a Dinamarca acelerando seus investimentos em defesa, não apenas de forma geral, mas também em capacidades específicas para defender territórios como a Groenlândia. […] Bilhões foram investidos em equipamentos americanos necessários para a defesa da Dinamarca, da OTAN e também de territórios como a Groenlândia."

A Dinamarca adquiriu caças F-35, aeronaves de patrulha marítima P-8 Poseidon e drones de longo alcance, além de trabalhar no desenvolvimento de capacidades de reabastecimento aéreo, afirmou o chefe da OTAN.
Ainda em conversa com a imprensa, Rutte discordou da alegação de que a OTAN esteja passando por uma crise interna devido às declarações dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.

"Como secretário-geral da OTAN, meu papel é garantir que toda a aliança esteja o mais segura possível, e aplaudi o fato de nossos colegas que fazem fronteira com o Ártico terem se unido e decidido envolver a OTAN cada vez mais."

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O comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, afirmou anteriormente, também nesta segunda-feira, que uma ocupação militar da Groenlândia pelos EUA significaria o "fim da OTAN".
Enquanto isso, Rutte elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter levado a aliança a atingir a meta de gastos de 2% do PIB e agora trabalhar para alcançar 3,5%, acrescentando que reconhece "quando as pessoas são prestativas com a aliança e fazem coisas boas, e acredito que Donald Trump está fazendo as coisas certas para a OTAN".

"Minha única preocupação é como nos manteremos seguros, contra os russos e contra qualquer outro adversário. Vejam o que a China está fazendo, construindo rapidamente suas Forças Armadas, mas também a Coreia do Norte e outros que podem nos querer mal, e portanto esse é o meu papel, e acho que chegaremos lá."

Em dezembro de 2025, Trump anunciou a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como seu enviado especial para a Groenlândia. O governador confirmou posteriormente a intenção dos EUA de incorporar a ilha ao seu território.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, expressou, então, sua extrema indignação com as declarações do novo enviado especial dos EUA e afirmou que convocaria o embaixador americano em Copenhague para exigir explicações.
Em uma declaração conjunta, os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia, Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen, alertaram os EUA contra a anexação da ilha, ressaltando que esperam respeito à integridade territorial compartilhada.
Trump afirmou repetidamente que a Groenlândia deveria se tornar parte dos EUA, citando sua importância estratégica para a segurança nacional e a defesa do "mundo livre". O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, declarou que a ilha não está à venda.
A ilha foi uma colônia dinamarquesa até 1953. Permaneceu parte do Reino da Dinamarca após conquistar autonomia em 2009, com capacidade de autogoverno e de definir sua própria política interna.
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