Dinamarca arrisca colapso da OTAN na tentativa de manter a Groenlândia, diz deputado
13:02 11.01.2026 (atualizado: 14:35 11.01.2026)

© AP Photo / Vadim Ghirda
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As tentativas desesperadas do governo dinamarquês de manter a Groenlândia sob seu controle correm o risco de desencadear um colapso da OTAN, afirmou neste domingo (11) Pele Broberg, líder do partido de oposição Naleraq no parlamento da Groenlândia e ex-ministro das Relações Exteriores.
"Por algum motivo, a Dinamarca está prestes a provocar a dissolução da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] em um ato de pânico para manter a Groenlândia, mesmo que a Groenlândia não queira fazer parte da Dinamarca", disse Broberg à emissora dinamarquesa TV2.
Ele instou a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, a se reunir com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sem a presença do ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, na próxima semana, argumentando que cabe aos groenlandeses decidir o futuro da ilha ártica.
Broberg descreveu as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a anexação da Groenlândia como "meras alegações para a imprensa", dizendo esperar que os Estados Unidos ofereçam à Groenlândia um caminho rumo à independência, onde a ilha estaria sob a proteção americana.
"Precisamos de um novo acordo de defesa entre os EUA e a Groenlândia, e acho que isso poderia ajudar a diminuir a tensão", acrescentou.
O Daily Mail noticiou no sábado (10) que Trump ordenou aos comandantes das operações especiais americanas que elaborassem um plano para uma invasão da Groenlândia. Trump disse à revista The Atlantic na semana passada que os EUA precisavam "absolutamente" da Groenlândia, alegando que a ilha estava "cercada por navios russos e chineses". A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, pediu a Trump que parasse de ameaçar a Groenlândia, uma região autônoma da Dinamarca, com a anexação.
A ilha foi uma colônia dinamarquesa até 1953. Permaneceu parte do Reino da Dinamarca após conquistar autonomia em 2009, com capacidade de autogoverno e de definir sua própria política interna.


